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"Lodo rosa" adicionado á carne moída é feito de sobras dos cortes dos animais

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A polêmica gerada pelo uso de um produto que é adicionado à carne moída, chamado de "lodo rosa" por críticos, tem afetado negativamente a demanda por carne bovina no curto prazo, informou nesta terça-feira o executivo-chefe de operações da Tyson Foods, Jim Lochner, durante uma apresentação a investidores. O aditivo é feito de sobras dos cortes dos animais.

As processadoras removem a gordura desses restos e, em alguns casos, tratam a carne com hidróxido de amônia. O produto, então, é misturado à carne moída, geralmente tornando-a mais magra. A polêmica, que levou várias redes de supermercados a anunciar que não venderiam carne contendo o produto devido a reclamações de consumidores, "tem pressionado bastante o consumo de carne moída", afirmou Lochner.

Ele acrescentou, no entanto, que a controvérsia deve ser algo momentâneo e que a demanda deve se recuperar rapidamente. No longo prazo, o executivo disse que a eliminação do produto resultará em um aperto da oferta e em preços mais altos. "Provavelmente teremos uma redução de 2% a 3% na oferta de carne bovina", disse.

A Beef Products, uma das grandes produtoras do aditivo, informou ontem que irá suspender a produção em três de suas unidades. A decisão foi tomada em meio à crescente oposição ao produto na internet e no Congresso, que também levou várias redes de supermercados a suspender o uso do aditivo.

O produto é usado há duas décadas, e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, por sua sigla em inglês) afirma que ele é seguro. Segundo a Cargill, quase 385,5 mil toneladas do aditivo são usadas na carne moída por ano, o equivalente a 1,5 milhão de cabeças de gado. As informações são da Dow Jones.

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