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Posição da companhia norte-americana contrasta com a de concorrentes, como a Bunge

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O vice-presidente sênior da Cargill, Sergio Rial, afirmou hoje que o interesse da companhia não está no etanol e que não vê tanto valor na commodity como outras empresas e investidores. "Nós estamos no negócio do etanol no Brasil e nos Estados Unidos. Ele é uma parte do nosso portfólio, não o núcleo. Vemos o etanol apenas como subproduto do nosso negócio em alimentos", disse Rial, durante café da manhã com analistas e investidores promovido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, no JP Morgan, em Nova York.

A posição da companhia norte-americana contrasta com a de concorrentes, como a Bunge, que tem demonstrado grande interesse no setor do etanol, com a sucessiva compra de unidades no Brasil, já ocupando a terceira posição no ranking dos maiores grupos do País. "Há pessoas vendo no etanol muito mais valor do que nós vemos. Somos uma companhia de alimentos e não queremos ser uma companhia de energia", acrescentou.

Rial também destacou o preço como um ponto desfavorável. "Há hoje uma combinação muito perversa de preço alto do açúcar e moeda forte, que encarecem o etanol", explicou.

Mosaic

Rial recusou-se a comentar a notícia de que a Cargill irá abrir mão de sua participação majoritária na empresa de fertilizantes Mosaic, na qual detém 64%, que representa cerca de US$ 24,3 bilhões. A Mosaic é uma das líderes globais em produção de potássio e fosfato e responsável por boa parte dos bons resultados da Cargill no segundo trimestre fiscal, quando o lucro da Cargill mais que triplicou, indo para US$ 1,49 bilhão, ante US$ 489 milhões no mesmo período do ano anterior. Nos últimos seis meses, a Cargill investiu US$ 1,5 bilhão em aquisições.