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Número de unidades sem moer cana-de-açúcar em todo o País pode aumentar, chegando a 30 na safra que começa em abril

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Levantamento da Força Sindical a ser entregue ainda hoje pelo presidente da entidade, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), à presidente Dilma Rousseff aponta que 24 das 460 usinas de açúcar e etanol do País não irão processar a safra 2012/2013. Isso representa menos 30 mil postos de trabalho no setor.

Segundo o vice-presidente da Força Sindical, Antonio Vitor, as causas ainda são os impactos na cadeia produtiva de açúcar e etanol da crise mundial de 2008 e 2009, além da redução da oferta de cana na última safra por conta do clima desfavorável. "O governo tem uma postura clara de incentivar o pré-sal e não cria um marco regulatório para o setor produtivo de açúcar e etanol", disse o sindicalista, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Açúcar e Alimentação de Sertãozinho (SP).

O número de unidades sem moer cana-de-açúcar em todo o País pode aumentar, chegando a 30 na safra que começa em abril, conforme o resultado de negociações sobre dívidas. "Muitas das usinas ainda negociam com credores e têm situação indefinida", disse.

O documento que a presidente receberá tem como base estudo do professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP, Marcos Fava Neves, segundo o qual o País precisaria construir ao menos 120 usinas, com investimentos de US$ 95 bilhões, para atender a demanda de etanol e açúcar até 2020. "Em vez da construção, até 30 usinas ficarão sem processar", criticou o sindicalista.

Paralelamente, os trabalhadores do setor iniciam em maio, no Estado de São Paulo, a campanha salarial 2012. A pauta de reivindicações ainda está em elaboração, "mas certamente iremos pedir a reposição salarial da inflação e mais uns 4% ou 5% de aumento real", disse Vitor.

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