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No momento de avanço do mercado de vinhos, setor cria produtos como compostos para ração animal e geleia para alta gastronomia

A produção de uva no Rio Grande do Sul, o principal Estado produtor da fruta no País, caiu 1,6%, para 525,7 mil toneladas na última safra, segundo dados preliminares apresentados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Esse recuo não é necessariamente uma notícia ruim para cadeia produtiva do setor, já que, com menos oferta da fruta, os preços de vinhos e outros derivados tendem a subir, de acordo com análise da indústria.

Os produtores de vinhos, de qualquer forma, não são os únicos a perceber os reflexos de eventuais quedas ou aumentos da colheita de uva. A disseminação do mercado de vinho no País ocorre em paralelo com outro movimento: são cada vez mais numerosos os derivados da uva ou mesmo do próprio vinho.

Os tradicionais sucos, por exemplo, estão em ascensão. O avanço é mais acentuado no segmento de sucos integrais, que cresceu 25% de janeiro a maio deste ano, segundo o Ibravin - foram 11,1 milhões de litros no período, um recorde histórico.

Há ainda novas versões de derivados da fruta já bastante conhecidos. A Casa de Madeira, de Bento Gonçalves (RS), ligada ao grupo Valduga, sofisticou o doce ao desenvolver uma versão produzida a partir de uvas viníferas, as mesmas utilizadas para produzir vinhos finos. A geleia destina-se exclusivamente à alta gastronomia.

Abaixo, uma amostra de novos e também de tradicionais destinos dados à uva ou ao vinho na indústria.

(A jornalista viajou a convite do Ibravin)

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