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Dois países decidiram incrementar o programa de atualização da identificação individual de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos

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Os serviços de defesa agropecuária do Brasil e do Paraguai vão intensificar a fiscalização nas fazendas consideradas de maior risco para febre aftosa, principalmente as que estão nos dois lados da fronteira. As propriedades serão monitoradas com maior frequência pelos técnicos brasileiros e paraguaios. A medida foi acertada nesta sexta-feira, ao final da reunião bilateral iniciada ontem em Ponta Porã (MS).

O veterinário Guilherme Marques, do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, explica que o primeiro passo será harmonizar conceitos e definir critérios comuns para classificação de "propriedade de risco". As fazendas que forem listadas serão monitoradas "de perto", principalmente nos períodos de vacinação. No encontro realizado em Ponta Porã, os dois países firmaram um plano de cooperação com prazos determinados para execução, visando a reforçar a sanidade animal na região de fronteira e evitar a ocorrência de novos focos de febre aftosa.

A área compreende os municípios brasileiros Porto Murtinho e Mundo Novo e os paraguaios Salto Del Guairá a Carmelo Peralta. Os técnicos continuarão com as supervisões conjuntas de vacinação contra febre aftosa nas fazendas definidas previamente pelas unidades veterinárias de ambos os países, com prioridade para as propriedades consideradas de maior risco.

Os dois países decidiram incrementar o programa de atualização da identificação individual de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de fortalecer o intercâmbio de informações sobre o cadastro, desenho de marca dos bovinos, informações zoosanitárias e de movimentação de animais. Os técnicos também definiram que será elaborado um mapa cartográfico com todas as propriedades, estradas vicinais e postos de fiscalização instalados na faixa aproximada de 15 quilômetros de ambos os lados da fronteira.

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