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Cuiabá, 18 - Os problemas enfrentados pelos pecuaristas, como o calote provocado pela quebra de frigoríficos e as acusações de serem responsáveis pelas queimadas e desmatamento, levaram a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) a promover uma campanha de mobilização nas principais regiões produtoras, para elevar a autoestima do setor

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Cuiabá, 18 - Os problemas enfrentados pelos pecuaristas, como o calote provocado pela quebra de frigoríficos e as acusações de serem responsáveis pelas queimadas e desmatamento, levaram a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) a promover uma campanha de mobilização nas principais regiões produtoras, para elevar a autoestima do setor. O diretor superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, explica que não se trata de uma campanha para aumentar o número de associados. O objetivo da campanha, diz ele, é ressaltar a importância da atividade para a economia do Estado e "mostrar que existe uma entidade que busca soluções para os problemas que afligem o setor". Mário Candia, presidente da Acrimat, reclama que muitos produtores, que hoje são taxados de vilões por parte de instituições públicas e privadas, chegaram a Mato Grosso atendendo a um chamado do governo federal no esforço de integração do território nacional. Ele destaca que existem 110 mil propriedades que se dedicam a criação de gado em Mato Grosso, com a geração de 40 mil empregos diretor. No ano passado foram abatidas 4 milhões de cabeças de gado, que representaram um faturamento de R$ 4,2 bilhões. Luciano Vacari diz que o pecuarista se dedica em demasia aos assuntos da porteira para fora de sua propriedade, pois são muitas as questões jurídicas, tanto ambientais como comerciais, além da quebradeira generalizada dos frigoríficos, que provocaram um calote de R$ 200 milhões, reduzindo o capital de giro do produtor.

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