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Linha de financiamento de médios agricultores cresce menos que o volume total; anúncio faz parte de agenda positiva

Dilma: taxas de juros de linhas de investimento
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República - 2.6.15
Dilma: taxas de juros de linhas de investimento "prioritárias" serão mantidas

Em meio ao ajuste fiscal , o governo elevou em 20%, para R$ 188 bilhões, os recursos destinados ao agronegócio para a safra 2015/2016. O anúncio foi feito nesta terça-feira (2) pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB) , em evento que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) .

A maior parte do volume, R$ 94,5 bilhões - 7,5% a mais que na safra anterior -, será oferecido por meio de linhas de crédito com juros controlados. O maior aumento proporcional, entretanto, é nas linhas de empréstimo de juros livres. Os recursos nessa rubrica somarão R$ 53 bilhões, 130% a mais do que os R$ 23 bilhões de 2013/2014. Outros R$ 33,3 bilhões são destinados a investimentos.

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Os recursos destinados aos médios produtores rurais (renda bruta anual até R$ 1,6 milhão), que contam com uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), somam R$ 18,9 bilhões, um aumento de 17% em relação à safra passada

“Manteremos taxas de juros diferenciadas para as linhas de investimento prioritárias e para o médio produtor”, disse Dilma.

O anúncio faz parte da estratégia da presidente Dilma de criar uma agenda positiva após o desgaste causado pelos cortes. Responsável pela tesoura do ajuste fiscal, ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi elogiado por Kátia Abreu durante o lançamento.

"O Plano Safra mostra que o ajuste não se dá apenas com cortes. Se dá também com investimentos", disse a ministra da Agricultura. "E um agradecimento especial ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que num gesto de humildade e de grandeza fez questão de negociar o Plano Safra no Ministério da Agricultura."

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) e os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadente (PT) e Manoel Dias (PDT), participaram do evento.

Na segunda-feira (1), o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentou números para indicar que os cortes não haviam reduzidos os gastos livres em saúde, educação e programas sociais, durante evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.

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