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País é o segundo maior consumidor de milho do mundo e pragas e tufões têm afetado a safra nas principais áreas produtoras no Nordeste chinês

Reuters

A China deverá ter uma colheita de milho abaixo do esperado este ano e terá que usar parte de seus estoques para atender a crescente demanda, disse nesta sexta-feira uma autoridade de organização que cuida das reservas de grãos do governo.

O país é o segundo maior consumidor de milho do mundo e pragas e tufões têm afetado a safra nas principais áreas produtoras no Nordeste, disse Bai Haifeng, chefe da divisão da estatal China Grain Reserves Corp. (Sinograin), em conferência sobre o assunto.

O excesso de umidade também pode afetar a qualidade, acrescentou ele.

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A Sinograin espera agora que a produção de milho da China este ano cresça e, 5,1 milhões de toneladas, disse Bai, abaixo da previsão do Escritório Nacional de Estatística, que previu um aumento da produção nacional total de 15,34 milhões de toneladas em relação ao ano passado, para um recorde de 208 milhões de toneladas.

"Haverá um pequeno déficit no ano, que levará a uma queda nos estoques de fim de ano, mas os estoques ainda estarão em um alto nível", disse Bai, sem fornecer dados específicos.

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Os processadores de milho vão consumir 58 milhões de toneladas de milho, disse Bai, um aumento ante os meses anteriores. Uma alta recente nos preços domésticos do trigo também vão encorajar que mais usinas de ração animal a usarem milho em vez do primeiro cereal, acrescentou ele.

No ano passado, os preços recordes do milho doméstico forçaram usinas a substituírem cerca de 20 milhões de toneladas de milho com trigo.

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