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Calendário de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre na região será flexibilizado, com possibilidade de adiamento nos municípios em situação de emergência devido à seca

Reuters

O calendário de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no Nordeste do país será flexibilizado, com a possibilidade de adiamento nos municípios em situação de emergência por causa da seca, informou nesta terça-feira o Ministério da Agricultura.

O segundo ciclo de vacinação de bovinos e bubalinos contra a doença começa na quinta-feira, 1º de novembro.

"Os efeitos da seca têm impacto direto na condição financeira dos produtores, bem como na nutrição e manejo dos animais, com fortes possibilidades de impactar também na cobertura vacinal", disse o ministério em nota.

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Para os estados em emergência, a vacinação será prorrogada excepcionalmente por até 30 dias, de acordo com a necessidade, ou será suspensa temporariamente. Caso isso ocorra, os Serviços Veterinários Oficiais (SVOs) deverão apresentar uma nova análise da situação, para apreciação do ministério até 15 de janeiro.

Além disso, o Mapa afirmou que as áreas em situação de emergência devem ser delimitadas e os animais vindos desses municípios impedidos de circular sem vacinação prévia.

"A medida foi tomada pelo Ministério da Agricultura considerando as condições epidemiológicas, informações sobre a seca, seus efeitos sobre os rebanhos, riscos de comprometimento dos índices vacinais e proteção dos rebanhos nesta segunda etapa da vacinação na região", disse.

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O ministério esperava vacinar cerca de 150,5 milhões de bovinos e bubalinos nesta fase em todo o país. A flexibilização no calendário não gera risco para a ocorrência da doença, segundo as autoridades.

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