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De acordo com ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, críticas ao braço internacional da empresa pesaram na decisão

Agência Estado

Pedro Arraes estaria insatisfeito com críticas à Embrapa Internacional, criada por ele em abril para articular as ações de pesquisa pelo mundo
Marcello Casal JR/ABr
Pedro Arraes estaria insatisfeito com críticas à Embrapa Internacional, criada por ele em abril para articular as ações de pesquisa pelo mundo

Desgastado e sem apoio político, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, pediu demissão nesta segunda. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, aceitou e designou a diretora de Administração e Finanças, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni, para responder interinamente pelo cargo.

A exoneração do dirigente, que deve ser publicada nesta terça do Diário Oficial da União, foi antecipada pela coluna Direto de Brasília, assinada pelo jornalista João Bosco Rabello. A definição do novo titular deve sair depois das eleições municipais. Quadro da Embrapa desde 1980, ex-chefe da Unidade de Arroz e Feijão em Goiânia, Arraes pediu demissão menos de dois meses após ser reconduzido ao cargo pela presidenta Dilma Rousseff.

O ministro disse ao Grupo Estado que Arraes alegou estar insatisfeito com as críticas, feitas pelo conselho de administração da estatal, à Embrapa Internacional, criada por ele em abril para articular as ações de pesquisa nos diversos continentes. Ribeiro Filho não detalhou quais seriam as falhas de processo de internacionalização da empresa, nem entrou no mérito das insatisfações que vinham afetando a capacidade gerencial da estatal.

Pioneira na corrida tecnológica da agricultura do País, a Embrapa acabou perdendo sua visão estratégica e a liderança em pesquisas para corporações multinacionais, segundo relatório de análise interna entregue às autoridades.

Com isso, grandes multinacionais tomaram a dianteira nas novas descobertas e a Embrapa saiu da agenda dos empresários brasileiros, que passaram a buscar soluções no exterior. Procurado, Arraes não se manifestou sobre as críticas até o início da noite desta segunda.


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