Tamanho do texto

Volume importado em agosto foi 25% menor do que em julho, quando as compras externas da China alcançaram uma máxima de 25 meses, a 5,87 milhões de toneladas

Reuters

A China importou 4,42 milhões de toneladas de soja em agosto, o nível mais baixo em seis meses, devido a uma escalada dos preços para máximas históricas e a uma menor oferta global, que reduziram a demanda do maior importador global da oleaginosa.

O volume importado em agosto foi 25% menor do que em julho, quando as compras externas da China alcançaram uma máxima de 25 meses, a 5,87 milhões de toneladas - no mês anterior, processadores elevaram as atividades para atender a forte demanda da indústria de carnes.

Uma severa seca no Brasil e na Argentina, no início do ano, reduziu a oferta na América do Sul e, agora, as preocupações são com a produção dos Estados Unidos, afetada pela pior estiagem em mais de meio século.

Isso forçou alguns processadores chineses a comprarem soja a preços mais altos.

Os preços da soja na bolsa de Chicago subiram mais de 45% no acumulado do ano.

Dessa forma, as indústrias da China fizeram encomendas por somente 11 milhões de toneladas, menos da metade de suas necessidades para setembro a fevereiro, o período de pico das vendas dos EUA.

"As indústrias agora estão consumindo seus estoques. As importações em setembro vão ser ainda mais baixas que as de agosto", afirmou um analista da indústria.

"A demanda por farelo de soja no terceiro trimestre foi muito boa. Os criadores de porcos não venderam os seus animais devido aos baixos preços da carne. Mas é provável que a demanda por farelo no quarto trimestre não mantenha o mesmo ritmo, e que um repique nos preços da carne leve os animais para o abate", disse outro analista.

Um órgão do governo da China projetou as importações de soja em setembro em 4,15 milhões de toneladas, estável ante o mesmo período do ano passado.

O instituto estimou que as importações de setembro a dezembro da soja do Brasil e Argentina cairão à metade dos 8,2 milhões de toneladas do mesmo período de 2011 - o Brasil acelerou as vendas na primeira metade de 2012, e no ano passado teve um período de vendas externas mais alongado.

Para outubro, o órgão previu as importações chinesas em cerca de 3 milhões de toneladas; para novembro, em 3,5 milhões. Ambos são menores do que os registrados no mesmo período do ano passado, de 3,8 milhões e 5,696 milhões de toneladas, respectivamente.