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Segundo executivo-chefe de trading, aumento da renda na segunda maior economia mundial impulsiona a procura por alimentos ricos em proteína

Agência Estado

A China poderá importar até 80 milhões de toneladas de soja e até 20 milhões de toneladas de milho em 2015, projetou nesta sexta-feira o executivo-chefe da trading Olam International, Sunny Verghese. Segundo ele, o aumento da renda na segunda maior economia mundial impulsiona a procura por alimentos ricos em proteína.

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De acordo com dados do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de agosto, a China deve importar 59,50 milhões de toneladas de soja e 2 milhões de toneladas de milho só no ano comercial 2012/13. Em evento na Faculdade de Administração de Cingapura, o executivo destacou que, em 1980, o consumo per capita de carne na China era de aproximadamente 15 quilos.

Atualmente, esse número já chega a 55 a 60 quilos por pessoa, o que exige importações maiores de grãos. Para o executivo, outro fator que continuará contribuindo para a dependência da China de importações é a área limitada disponível para plantio no país. Ele estimou que o território cultivado na China seja de 121 milhões de hectares no momento e que a área plantada pode crescer para até 160 milhões de hectares até 2015.

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Mas, conforme o executivo, esse aumento é insignificante perto do gigantesco consumo doméstico chinês. Segundo Verghese, outros 33 milhões de hectares seriam necessários apenas para o plantio de soja se o país quisesse se tornar autossuficiente na produção da oleaginosa. As informações são da Dow Jones.