Tamanho do texto

Brasil tem plena vigilância dos resíduos de medicamentos veterinários em sua produção, podendo exportar produtos de origem animal para o bloco

O Ministério da Agricultura informou nesta quinta-feira que a União Europeia confirmou a equivalência do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/Animal) do Brasil. Segundo a nota, a decisão publicada no diário oficial da União Europeia de quarta-feira (13) mantém a equivalência para o PNCRC bovinos, aves, equinos, aquicultura (peixe e camarão) e mel.

Leia também:  Aurora começa abates para exportar carne suína para a China

O Ministério explica que o anúncio significa que o Brasil tem plena vigilância dos resíduos de medicamentos veterinários em sua produção, podendo assim exportar produtos de origem animal provenientes das espécies aprovadas para o bloco. A avaliação dos programas de monitoramento dos países terceiros é feita anualmente pelo Escritório Veterinário e de Alimentos (FVO, sigla em inglês) da UE desde 1996.

Os resultados definem a admissão, manutenção ou suspensão na lista de nações autorizadas a comercializar com o continente. O coordenador de Resíduos e Contaminantes do Ministério da Agricultura, Leandro Feijó, diz que a aprovação é muito importante para o Brasil, pois a União Europeia é tida como modelo no que se refere a controle de resíduos em produtos de origem animal. "Muitos mercados levam isso em consideração, o que pode facilitar o país na hora de firmar e manter acordos sanitários internacionais", destaca Feijó.

O próximo desafio do Ministério da Agricultura será concluir as ações para solicitação de equivalência para suínos, ovos, leite e avestruz. O PNCRC suínos está em estágio avançado e deverá ser concluído este ano, mas ainda depende de algumas adequações em relação à produção de carnes sem ractopamina (aditivo promotor do crescimento de animais vivos). O Plano também deverá ser estendido futuramente para as cadeias de caprinos e ovinos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.