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Projeção é 1% inferior aos 162,8 milhões de toneladas colhidas em 2011; estimativa para área plantada é de 51,05 milhões de hectares, 2,4% maior que na safra passada

BA Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa da produção de grãos no nono levantamento na safra 20011/2012 para 161,23 milhões de toneladas, volume 0,7% superior ao estimado na pesquisa divulgada no mês passado.

A projeção é 1% inferior aos 162,8 milhões de toneladas colhidas em 2011.

Segundo a Conab, o aumento na estimativa da produção de grãos se deve ao bom desempenho do milho de segunda safra, que apresenta um crescimento de 53,1% em relação ao ano passado.

A Conab estima a produção de milho safrinha em 32,898 milhões de toneladas, volume 53,1% superior ao da safra passada. Os técnicos observam que a estimativa pode ser ainda maior no próximo levantamento.

A produção total de milho, somando as duas safras, é estimada em 67,79 milhões de toneladas, volume superior ao da soja, que ficou em 66,37 milhões de toneladas. A maior queda de produção apurada pela Conab foi para a soja (menos 8,96 milhões de toneladas) e arroz (1,98 milhão de toneladas a menos).

A redução se deve às condições climáticas desfavoráveis entre o final do ano passado e o início deste ano, que castigaram as lavouras de milho e de soja na região Sul, parte da Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Outro motivo apontado pela Conab para a diminuição foi a forte estiagem nos estados nordestinos, que causou perdas em todas as culturas. Segundo os técnicos da Conab, a estiagem castigou a produção em geral, com queda de 20,2 % em relação à safra passada, o equivalente a 3,2 milhões de toneladas, basicamente de milho e feijão.

No semiárido nordestino as perdas foram superiores a 80%. No Rio Grande do Norte, a redução ficou em 89,6% para o feijão e 91,9% para o milho e, no Ceará, 84,7% e 87%, respectivamente.

O levantamento da Conab apontou uma expansão de 22% na área cultivada de milho de segunda safra. Em seguida vem a soja, com ganho de 3,5% (856,5 mil hectares).

Segundo os técnicos, as culturas de arroz e feijão continuaram apresentando redução na área. O feijão, em função de problemas na comercialização, dificuldades climáticas na região Nordeste e dos preços baixos durante o estabelecimento da primeira safra. O arroz, pela falta de água nos reservatórios, aumento no custo de produção e preços pouco atrativos.

A estimativa total de área plantada é de 51,05 milhões de hectares, 2,4% maior que os 49,87 milhões de hectares cultivados na safra passada.

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