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Papéis sobem 6,4%; ações tiveram forte queda nos últimos dias devido aos conflitos entre os sócios Abilio Diniz e Casino

As ações do Grupo Pão de Açúcar, negociadas com o símbolo PCAR4, registraram hoje uma forte alta na bolsa, revertendo, em parte, as perdas acumuladas nos pregões anteriores. Os papéis fecharam o pregão a R$ 66,29, com uma valorização de 6,4%, e lideraram as maiores altas do Ibovespa, que subiu 1,27%. 

Os últimos dias foram tumultuados para a maior varejista do País. Os papéis da companhia  tiveram fortes quedas nos últimos pregões devido aos conflitos entre os seus dois controladores, Abilio Diniz e o grupo francês Casino.

O Casino entrou no dia 30 de maio com pedido de arbitragem internacional contra Diniz por entender que o empresário violou o acordo de acionistas ao manter conversas com o Carrefour sem sua autorização.

Ontem, Diniz divulgou uma carta aos funcionários em que pedia "serenidade" diante da queda dos preços das ações.

As ações do Pão de Açúcar abriram a R$ 62,40 e chegaram a cair para R$ 62 no início do pregão, mas voltaram a reagir depois. Por volta  das 11 horas, as ações começaram a subir mais acentuadamente.

Perguntado sobre o movimento de alta das ações, o Grupo Pão de Açúcar informou desconhecer qualquer fato novo. A última divulgação feita pela companhia foi a carta de Abilio Diniz, endereçada ao presidente executivo, Enéas Pestana.

O empresário afirmou "acreditar que a verdade prevalecerá" em breve e pede para que a equipe mantenha a "serenidade" diante da queda dos preços das ações. Diniz também sugere que a empresa está sob "ataque" e que fará o que puder para protegê-la.

Carrefour

Segundo notícias publicadas pelo jornal The Wall Street Journal, o Carrefour está revisando suas opções para um potencial acordo com o Pão de Açúcar se a sociedade entre a companhia com o Grupo Casino se desintegrar, informou a agência Dow Jones.

A questão surgiu na reunião do conselho fiscal do Carrefour, realizada na terça-feira, mas nenhuma decisão foi tomada sobre o assunto, dado o estágio inicial de qualquer contato entre a companhia e o Pão de Açúcar, afirmou uma fonte ao jornal americano.

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