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Nova transação após a prisão de André Esteves é estimada em R$ 640 milhões e depende de autorização de órgão regulador

O Itaú Unibanco anunciou nesta quinta-feira (31) a compra da totalidade da participação do BTG na empresa de recuperação de créditos Recovery, fundada na Argentina e que informa ter 70% de participação do mercado nesse segmento.

Caso a transação seja autorizada, o Itaú vai pagar R$ 640 milhões ao BTG pela fatia que esse banco detém da Recovery, equivalente a 81,94% da empresa.

Pela operação, Itaú ficará com 82% da Recovery e comprará parte dos direitos creditórios do BTG
Wikicommons/Creative Commons
Pela operação, Itaú ficará com 82% da Recovery e comprará parte dos direitos creditórios do BTG

Em conjunto com essa operação, o Itaú vai adquirir por R$ 570 milhões cerca de 70% de um portfólio de R$ 38 bilhões em direitos creditórios relacionados às atividades de recuperação de crédito do BTG.

Segundo o Itaú, as aquisições não terão efeito significativo nos balanços do banco.

"A expertise da Recovery e de sua equipe de gestão na prestação de serviços de recuperação de créditos em atraso otimizará a operação do Itaú Unibanco, o que, em conjunto com a continuidade na prestação de serviços para terceiros, resultará em um maior potencial de crescimento para as atividades da Recovery", justificou o banco, em nota.

O BTG informou que as vendas representam 0,2% de seus ativos.

Vendas após prisão
O BTG passou a se desfazer de seus ativos após a prisão de seu fundador, André Esteves, no âmbito da Operação Lava Jato, em novembro.

O banqueiro foi acusado pelo Ministério Público Federal de participar, em conjunto com o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), de um plano de fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores da investigação. Neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) libertou Esteves.

No início deste mês, o BTG - hoje presidido por Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real - anunicou a venda de sua participação na Rede D'Or, de hospitais, ao fundo soberano de Cingapura.

Quando da liberação de Esteves, o advogado do banqueiro afirmou que a prisão havia sido desproporcional, segundo o jornal O Dia.

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