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Grupo Lufthansa promove reestruturação e redução de custos para enfrentar a concorrência de companhias de baixo custo

Agência Brasil

Aérea alemã quer concorrer com evolução de de empresas de baixo custo
Barbara Ladeia/iG
Aérea alemã quer concorrer com evolução de de empresas de baixo custo

A companhia aérea alemã Lufthansa recorreu nesta terça-feira (10) à Justiça para tentar acabar com a greve de comissários de bordo iniciada sexta-feira (6) pelo sindicato UFO e com duração prevista até 13 de novembro. Mantida até o fim, essa greve pode ser a mais longa na história da companhia.

"A Lufthansa pediu uma decisão aos tribunais de Darmstadt e de Dusseldorf", informou hoje um porta-voz da companhia aérea.

O sindicato UFO convocou a greve a partir de sexta-feira nos aeroportos de Frankfurt e Dusseldorf, mas houve uma pausa no domingo (8).

Na segunda-feira (9), no recomeço da greve nesses aeroportos e no de Munique, a companhia teve de cancelar 929 voos, afetando 113 mil passageiros. Hoje, quarto dia da greve, foram cancelados 136 voos.

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De acordo com o porta-voz, o sindicato está em divergência com a administração da companhia sobre questões salariais e na proteção contra demissões.

O grupo Lufthansa promove uma reestruturação para reduzir custos que permita enfrentar a concorrência de companhias de baixo custo e de outras do Golfo. Os pilotos também estão em conflito com a empresa. Eles já fizeram várias greves desde a primavera de 2014.

No início de setembro, na sequência de um recurso da Lufthansa, o tribunal trabalhista do estado de Hesse ordenou o fim de uma greve dos pilotos, a décima quarta em 18 meses.

Em comunicado enviado hoje, a Lufthansa anunciou que decidiu melhorar as condições da negociação do contrato coletivo de trabalho para acabar com a greve dos comissários de bordo.

A empresa informou que a administração propôs aos trabalhadores um aumento de 2 mil até 3 mil euros no pagamento único aos 19 mil comissários de bordo.

A Lufthansa também se comprometeu a pagar aposentadorias a partir dos 55 anos e não dos 56, conforme tinha proposto anteriormente, e a melhorar em 1,7% os salários dos trabalhadores a partir de 1º de janeiro de 2016.

A proposta foi conhecida no fim dessa segunda-feira, mas ainda assim os trabalhadores decidiram manter a paralisação agendada para hoje.

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