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Rede varejista anunciou que deixará de comercializar fuzis de assalto e armas semiautomáticas nas lojas norte-americanas

A rede varejista Walmart anunciou nesta quinta-feira (27) que deixará de vender fuzis de assalto e armas semiautomáticas em suas lojas nos Estados Unidos. De acordo com um porta-voz da empresa, os artefatos serão removidos das prateleiras em até duas semanas.

Atirador filmou e postou tiros contra repórter
Reprodução
Atirador filmou e postou tiros contra repórter

O anúncio chega um dia depois do assassinato de uma repórter e de um cinegrafista durante uma transmissão ao vivo no estado norte-americano de Virginia. No mesmo dia, um homem fantasiado de "Rambo" matou duas pessoas na cidade de Sunset, na Louisiana.

Diante dos acontecimentos, o presidente norte-americano, Barack Obama, voltou a criticar a venda de armas no país e disse que é preciso um controle maior. "O número de pessoas que morrem nos Estados Unidos por causa de armas de fogo é muito superior às vítimas do terrorismo. Estou com o coração dilacerado", disse o mandatário.

Maior vendedor de armas e munições dos EUA, o Walmart, porém, negou que seja uma decisão política e ressaltou que a companhia já tinha discutido alterar seu modelo de comercialização há meses, diante de uma redução da demanda. "É parecido com o que fazemos com qualquer produto, apesar desse caso chamar um pouco mais de atenção. Mas é o mesmo processo", comentou Kory Lundberg.

Nos últimos anos, acionistas do Walmart pressionaram os executivos da empresa a reconsiderarem a política de venda de alguns produtos, entre eles o rifle Bushmaster AR-15, usado em massacres como o da escola Sandy Hook, em Connecticut, e o do cinema de Aurora, no Colorado.

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