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Nos últimos meses do ano, ao menos seis casos envolvendo restaurantes e outras empresas tiveram grande repercussão

Em 2015, muito além de comida foi encontrado nos pratos servidos e produtos distribuídos pelo Brasil. Diversos casos em estabelecimentos conhecidos foram denunciados por clientes e ganharam grande repercussão durante todo o ano.

Arroz, feijão e Band-Aid

O band-aid encontrado pode ser visto entre as porção de arroz e feijão
Reprodução
O band-aid encontrado pode ser visto entre as porção de arroz e feijão

Um dos casos que mais chamou a atenção este ano ocorreu no dia 17 de agosto, em São Paulo. Na ocasião, um cliente do Homelete Omeletaria e Etc. postou uma imagem no Facebook de um Band-Aid sendo servido junto com o prato principal.

Band-Aid é encontrado em arroz e feijão de prato da Homelete Omeleteria
Reprodução
Band-Aid é encontrado em arroz e feijão de prato da Homelete Omeleteria

A unidade do restaurante, localizada em um dos shoppings paulistanos mais luxuosos, o Cidade Jardim, se desculpou pelo caso. 

"Desde a inauguração de nossa primeira unidade, mais de 200 mil pratos já foram saboreados com muitos elogios, sendo assim, não há outra ação esperada da Homelete senão um sincero pedido de desculpas", informa trecho do comunicado.

O funcionário do restaurante, que teria se cortado e, posteriormente, deixado o curativo cair na comida, foi afastado até o término da apuração interna do ocorrido.

Larvas: no pastel e na massa

No início do mesmo mês, também em São Paulo, uma cliente encontrou uma larva em seu ravióli de muçarela de búfala com manjericão ao almoçar na unidade paulistana de um dos restaurantes do Eataly. O local é de uma rede internacional de restaurantes e mercearias que tem como objetivo "reunir todos os alimentos italianos de qualidade sob o mesmo teto".

Foto mostra larva em prato do Eataly
Reprodução/Instagram
Foto mostra larva em prato do Eataly

"No fim, quando eu estava prestes a pedir outro, de tão saboroso que estava, percebi que tinha uma larva, grande, no prato", escreveu a cliente, a jornalista Elis Silvestre em sua página pessoal numa rede social.

Por meio de nota, o Eataly informou na ocasição que lamentava o ocorrido e ressaltava que se tratou de um caso isolado.  Na oportunidade, o estabelecimento disse que mantém o "total comprometimento com os procedimentos para manter o mais alto padrão de qualidade e higiene."

No Rio de Janeiro, em junho, a larva foi parar no pastel da estudante Lays Chamoun, que foi com amigos ao Bar do Adão, na Tijuca, Zona Norte da cidade. Para a surpresa do grupo, um dos mais famosos pratos da casa, o pastel, veio com um recheio que com certeza não faz parte da receita.

"Fomos surpreendidos por um pastel chamado burguer com carne e bacon contendo no mínimo seis vermes vivos", relatou a jovem em uma rede social. Segundo ela, "a filmagem foi um pouco depois e não deu pra ver a quantidade de bicho [sic] que saía dali de dentro". "Lamentável", comentou.

O caso ocorrido na loja da Tijuca foi classificado pelo Bar do Adão como "um incidente isolado" e que estava sendo rigorosamente averiguado para que as devidas providências pudessem ser tomadas.

"A rede pede desculpas aos envolvidos no caso, bem como a todos os clientes que nos acompanham em 25 anos de tradição, e reafirma o compromisso constante por um bom atendimento e qualidade nos serviços prestados", afirmou o Bar do Adão, na ocasião, em nota.

Ratos servidos no prato

Menos de 24 horas após clientes do Bar do Adão receberem um pastel recheado com larvas, outra cena indigesta foi testemunhada em um tradicional restaurante carioca. Um rato caiu vivo direto do teto no prato do coronel da Polícia Militar e superintendente de Inteligência do Palácio Guanabara, Renan Gomes, que almoçava na Casa Brasil. "Estamos à mercê da falta de qualidade na prestação de serviços", disparou o militar. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo).

Rato caiu vivo no prato de coronel da PM em tradicional restaurante de Laranjeiras
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Rato caiu vivo no prato de coronel da PM em tradicional restaurante de Laranjeiras

O estabelecimento foi interditado. Segundo fiscais, era um número infindável de baratas, ratos e fezes dos roedores. Inclusive, foi localizado um rato da mesma ninhada que o filhote no prato do coronel.

Numa espécie de sótão do local, foram encontrados produtos vencidos. Os proprietários contaram que a casa já seria fechada para obras. De acordo com Fábio Domingos, fiscal da autarquia, os donos disseram que 'realmente isso não podia acontecer' e já estavam pensando em fechar para obras.

De volta a São Paulo, também em junho, houve o caso do massagista Leandro Loreto, que foi surpreendido por um rato agonizante em meio a bandejas de pão de alho vendidas em uma unidade do Carrefour de São Paulo. Ele contou que, após avisar ao estabelecimento, o animal foi recolhido com um saco plástico por um funcionário. 

"Eu ia fazer um churrasco e fomos comprar os produtos. Quando fui pegar o pão de alho, caiu um rato em cima do alimento", diz Loreto, que registrou a cena. "Estava vivo e sob efeito de alguma coisa."

Em nota, o Carrefour informou na época que todos os produtos da geladeira onde o rato foi encontrado foram descartados e o local, esterilizado. Segundo a rede de supermercados, a loja havia sido dedetizada e desratizada recentemente, mas uma empresa especializada  em controle de pragas foi acionada imediatamente para apurar o caso.

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