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Na sexta o grupo anunciou oficialmente que fez 798 demissões e que após o dia 7 deste mês não realizou nenhum outro corte

Em meio a demissões e protestos, metalúrgicos da unidade de São José dos Campos da General Motors e representantes da montadora reúnem-se em audiência de conciliação na tarde de segunda-feira (17), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, interior paulista.

Trabalhadores da GM de São José dos Campos aprovaram greve em retaliação à suspensão de contrato de trabalho de cerca de 800 por 2 meses; não há garantias de estabilidade (10/08)
Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press
Trabalhadores da GM de São José dos Campos aprovaram greve em retaliação à suspensão de contrato de trabalho de cerca de 800 por 2 meses; não há garantias de estabilidade (10/08)

Na sexta-feira (14) a GM anunciou oficialmente que demitiu 798 trabalhadores no último dia 7. De acordo com a empresa, após essa data não ocorreram mais cortes. A montadora justificou que a medida foi tomada por causa do desaquecimento das vendas no setor e o impacto sobre as atividades.

Na última segunda-feira (10), os mais de 5 mil metalúrgicos da unidade entraram em greve como forma de pressionar a empresa a rever os cortes e a reabrir negociações.

“A empresa já havia informado por diversas vezes que está passando por uma forte crise econômica e que o Complexo de São José dos Campos não está competitivo há algum tempo. As vendas caíram, os estoques estão altíssimos, temos uma fábrica de alto custo e estamos com excedente de pessoal”, informa o comunicado do sindicato dos Metalúrgicos de são José dos Campos.

Segundo o documento, a empresa alega enfrentar o pior momento da crise. A montadora informa ainda que respeita o direito de greve, mas têm ocorrido excessos nos piquetes, impedindo a entrada de quem pretende trabalhar. Para a empresa, o sindicato está descumprindo determinando judicial ao barrar o acesso desses trabalhadores.

Também por meio de nota, o presidente do sindicato dos Metalúrgicos de são José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, repudiou as demissões e reafirmou o propósito de manter as manifestações.

"Temos a responsabilidade de unificar a luta com os trabalhadores das outras montadoras, contra as demissões e retirada de direitos. Vamos dizer não à redução de salários e sim à estabilidade no emprego. Se for pra cortar salário, que seja de quem está em Brasília", disse ele. Ontem, Macapá liderou uma passeata, na Rodovia Presidente Dutra, entre os quilômetros 145 e 146.

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