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No Dia dos Pais, banco abusou das gírias no microblog e não foi tão bem recebido por internautas; relembre outros casos

Uma ação do Banco do Brasil no Dia dos Pais irritou alguns internautas. O banco optou por uma linguagem bastante informal no Twitter ao tratar os clientes por "migo", "parça" e chamar os pais de "papi". Alguns compartilharam a iniciativa, mas houve quem se sentisse ofendido, inclusive aqueles que disseram não ter mais o pai vivo.

Equipe de mídias sociais do BB usou linguagem considerada invasiva no feriado de Dia dos Pais
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Equipe de mídias sociais do BB usou linguagem considerada invasiva no feriado de Dia dos Pais













A gafe foi uma das diversas reações que o tratamento íntimo do perfil do banco no microblog causou. Desde tweets até textos sobre o assunto em blogs e plataformas alternativas da rede, a fórmula de proximidade foi bastante criticada. 

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Em resposta, o Banco do Brasil disse entender que "a forma da abordagem realizada foi inadequada aos princípios da política de comunicação da empresa". O banco informou ainda que reforçou as orientações internas para que ações como essa sejam remodeladas.

Aos clientes que se sentiram ofendidos, o BB reiterou o pedido de desculpas. No entanto, a instituição ponderou que a ocorrência foi pontual e que a sua atuação nas mídias sociais tem sido reconhecida de forma positiva por diversas organizações, tendo recebido o prêmio da Socialbakers das Top 10 Empresas Socially Devoted – que mede o alto nível de engajamento das marcas no ambiente digital.

O Banco do Brasil não é o primeiro da lista das empresas que foram alvos na internet após postagens de gosto duvidoso e mal recebidas pelo público. Cerca de seis meses atrás, a Delta Airlines recebeu críticas nas redes sociais após ter publicado um conteúdo sobre sexo oral no Facebook.

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A postagem, que foi vista por cerca de um milhão de internautas e ficou no ar durante uma hora, era entitulada "10 razões pelas quais as mulheres não fazem sexo oral". Ilustrando a frase, a imagem de vermes marinhos, mais conhecidos como "peixe-pênis", e que normalmente são consumidos na Coreia do Sul.

Depois de muitos comentários negativos, a empresa excluiu a publicação e se desculpou tanto no Facebook quanto no Twitter. A companhia abriu investigação para averiguar se o incidente foi ocasiado por um hacker ou algum funcionário.

Em uma rede social, a fan page do Bis estampou um anúncio de gosto duvidoso, segundo os internautas
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Em uma rede social, a fan page do Bis estampou um anúncio de gosto duvidoso, segundo os internautas

Em maio do ano passado, muitos seguidores do chocolate Bis reprovaram o conteúdo da fabricante de chocolate, que postou a frase "Em quanto tempo você engole tudo?" para divulgar o Bis Big. A empresa admitiu que o post "gerou opiniões de diversas naturezas".

A internauta Tainá*, por exemplo, escreveu: "Ambiguidade perigosa essa, hein?". Guilherme*, outro seguidor do Bis, postou: "Propaganda desnecessária, ofensiva e de péssimo gosto".

Casos mais antigos: Sarney na pauta

Em fevereiro de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) comentou sobre a então aposentadoria do jogador Ronaldo. No entanto, nas entrelinhas, alfinetava José Sarney: “Ouvi por aí: ‘Agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?’”.

Resultado: o tweet foi rapidamente tirado do ar, atribuído a uma funcionária descuidada. Logo em seguida, a assessoria do órgão se retratou, em nota, dizendo que “os comentários em nada, direta ou indiretamente, refletem os pensamentos desta Corte Suprema”.

Cerca de um mês depois, no dia em que foi anunciada a morte do ex-vice-presidente da República José Alencar, foi a vez da Secretaria de Cultura de São Paulo postar no Twitter: “Por que foi o Alencar e não o Sarney?”

Quase que imediatamente, outra postagem no microblog já tratava de tentar amenizar em vão a enxurrada de críticas: “Mensagem postada indevidamente no nosso perfil não reflete a posição oficial da Secretaria. Lamentamos o ocorrido”.


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