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Por decisão da Justiça, as empresas investigadas na Operação Lava Jato estão impedidas de firmar novos contratos ou aditivos com a Petrobras

'A produção de petróleo leve tem diminuído nos últimos anos', disse Igor Hernandez
Reuters/BBC
'A produção de petróleo leve tem diminuído nos últimos anos', disse Igor Hernandez

A crise no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), no município de Itaboraí, região metropolitana, atingiu nesta quinta-feira (11) mais 250 trabalhadores dispensados pelo Consórcio CPPR, formado pelas empreiteiras Odebrecht, Mendes Júnior e UTC.

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Na esperança de conseguir um aditivo ao contrato de prestação de serviços nas obras do Comperj, o consórcio havia colocado os trabalhadores em férias coletivas. Como o documento não foi assinado, os empregados foram dispensados. Por decisão da Justiça, as empresas investigadas na Operação Lava Jato estão impedidas de firmar novos contratos ou aditivos com a Petrobras. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí, a homologação das demissões começa segunda-feira (15).

Em nota, a diretoria do sindicato informou que vem promovendo gestões nos ministérios do Trabalho e Emprego e de Minas e Energia, de modo a apressar a definição do que ocorrerá até a conclusão da primeira fase do projeto, inicialmente prevista para agosto do ano que vem.

Para o sindicato, a demora prejudica empreiteiras que não se envolveram nos casos de corrupção apontados na Operação Lava Jato. “A prorrogação dos contratos pode gerar mais de mil empregos e voltar a movimentar a economia de Itaboraí e municípios vizinhos.”


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