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Petrobras avisa que reunirá conselho e divulgará demonstrações contábeis do primeiro período deste ano

Apresentação do gerente Executivo de Desempenho Empresarial, Mario Jorge da Silva, na divulgação de resultados do exercício 2014.
Agência Petrobras
Apresentação do gerente Executivo de Desempenho Empresarial, Mario Jorge da Silva, na divulgação de resultados do exercício 2014.

A Petrobras divulgou comunicado nesta sexta-feira (24) informando que seu Conselho de Administração (CA) se reunirá no dia 15 de maio para apreciar as demonstrações contábeis do primeiro trimestre de 2015.

"A Companhia espera divulgar as demonstrações contábeis ao mercado, após a decisão do CA", diz o comunicado.

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'Divulgação de resultados é só o primeiro passo'

Petrobras tem prejuízo de R$ 21,6 bilhões e perda de R$ 6 bilhões com corrupção

Prejuízo da Petrobras é o maior desde 1986, aponta Economática

A estatal divulgou na quarta-feira (22) o balanço auditado de 2014, assim como os dados do terceiro e quarto trimestres. Os números sobre o terceiro trimestre foram anunciados com atrasado de cinco meses (a data inicial era novembro). A crise oriunda do escândalo de corrupção investigada pela Operação Lava Jato causou uma série de dificuldades, como a troca da presidência e da diretoria, e necessidade de estimativa do montante de dinheiro desviado para pagamento de propina deveria constar nas perdas da empresa, que registrou prejuízo líquido de R$ 21,6 bilhões em 2015, ante lucro líquido de R$ 23,4 bilhões apurado em 2013. O balanço informou que as perdas com a corrupção foram da ordem de R$ 6,2 bilhões.

Segundo análise da Economática, essa é a maior perda da empresa desde 1986 entre empresas de capital aberto brasileiras. A empresa não apresentava prejuízo desde 1991.

Segundo informou o gerente executivo de Desempenho Mário Jorge da Silva, na divulgação do documento, os resultados foram impactados, principalmente, pela perda de ativos imobilizados da companhia, no total de R$ 50,8 bilhões. Esse montante se refere à desvalorização dos ativos (impairment) da ordem de R$ 44,6 bilhões, somado à baixa referente aos desvios apurados pela Operação Lava Jato foi de R$ 6,2 bilhões.

A reavaliação total de ativos é muito inferior aos R$ 88,6 bilhões de uma estimativa divulgada em janeiro pela então presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. Esse número teria sido o estopim da saída da executiva da estatal, por ter desagradado a presidente Dilma Rousseff. O mercado financeiro, no entanto, estimava a reavaliação dos ativos em torno de R$ 30 bilhões.

No terceiro trimestre de 2014 foi apurado prejuízo de R$ 5,3 bilhões. A diferença em relação ao lucro líquido divulgado em 27 de janeiro de 2015, de R$ 3,1 bilhões, reflete a baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente no âmbito da Operação Lava Jato (R$ 6,2 bilhões), além de um complemento de provisão para perdas com recebíveis do setor elétrico de R$ 1,6 bilhão.

Já no quarto trimestre, o prejuízo de R$ 26,6 bilhões refletindo a perda por desvalorização de ativos (impairment). A maior parte dessa perda foi relacionada às atividades de refino, devido a problemas de planejamento dos projetos, utilização de taxa de desconto com maior prêmio de risco, postergação da expectativa de entrada de caixa e menor crescimento econômico. Na atividade de Exploração e Produção o impairment ocorreu em função do declínio nos preços do petróleo.

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