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Protótipo do cargueiro KC-390 poderá ser adaptado para o uso comercial, segundo a empresa

Reuters

A Embraer apresentou nesta terça-feira (21) o primeiro protótipo do cargueiro KC-390, o maior avião já desenvolvido e produzido no Brasil.

A aeronave de transporte de tropas e cargas e de abastecimento em voo está sendo desenvolvida há anos em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), que em maio último assinou contrato firme por 28 unidades.

"É um projeto de Estado... Tudo aquilo que fazemos com aqueles velhos [cargueiros] Hercules que estão se aposentando no mundo inteiro poderemos fazer com o KC-390", afirmou o ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, referindo-se aos aviões da norte-americana Lockheed que serão substituídos pelo cargueiro da Embraer na frota da FAB.

Os ministros da Defesa de Portugal e da Argentina e o comandante da Força Aérea da República Tcheca estavam entre as autoridades estrangeiras na cerimônia de apresentação do KC-390.

Os três países são parceiros industriais da Embraer no desenvolvimento do cargueiro e estão entre as nações com carta de intenção para compra do avião.

O KC-390 ainda precisa realizar testes em solo antes de fazer os primeiros voos teste até o fim deste ano. As entregas para a Força Aérea Brasileira devem começar no fim de 2016.

Segundo a empresa, o cargueiro militar poderá ser adaptado para servir a mercados civis de nicho, incluindo indústrias como de mineração e petróleo, disse o diretor do programa de desenvolvimento da aeronave, Paulo Gastão.

As ações da Embraer subiam 2,3% às 12h36, a R$ 22,47, em meio à valorização do dólar contra o real na sessão. No mesmo instante, o Ibovespa tinha queda de 2,8%.

Protesto em São José dos Campos (SP)

Trabalhadores da fábrica da Embraer em São José dos Campos (SP) decidiram parar atividades nesta terça-feira, dia em que a companhia faz a apresentação oficial do cargueiro KC-390, para pressionar a empresa a melhorar proposta de reajuste salarial.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os trabalhadores reivindicam pelo menos 10% de reajuste, índice que inclui aumento real de 3,43%. A empresa oferece 6,6% de reajuste, que embute 0,24% de aumento real, de acordo com a entidade.


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