Desde que começou a aceitar pedidos em 1º de agosto, o programa já recebeu 1.517 processos envolvendo mortos e feridos
Um programa para compensar vítimas de um defeito na ignição em veículos da General Motors aprovou dois novos pedidos, elevando para 29 o total de mortes ligadas à falha, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (20) pelo advogado que supervisiona o programa.
Desde que começou a aceitar pedidos em 1º de agosto, o programa já recebeu 1.517 processos envolvendo mortos e feridos, segundo relatório do escritório de Kenneth Feinberg, que a GM contratou para executar o programa. O relatório lista todas as reclamações recebidas e aprovadas até sexta-feira (17).
A GM tem enfrentado críticas por ter esperado 11 anos para começar a recolher carros com problemas de ignição que estavam ligados a mortes.
A ignição pode sair da posição, parando o veículo e desabilitando air bags. O defeito levou ao recall de 2,6 milhões de veículos no início deste ano.
Até agora, 56 pedidos foram tidos como elegíveis para indenização, incluindo 29 mortes e 27 feridos, segundo o relatório.
No geral, o número de reclamações recebidas por lesões e mortes cresceu quase 11%, a 1.371 semana passada. A alta é atribuída em parte a seis novos casos fatais, elevando o número total de sinistros de morte a 184, e um pequeno aumento do número de pedidos de lesões menos graves – que precisam de internação, mas sem dano permanente grave – de 1.108 para 1.240.
O programa continuará a receber pedidos até 31 de dezembro, em nome de indivíduos feridos ou mortos em acidentes causados por problemas na ignição.
Foto: Reuters
Chevrolet Cobalt de Jesse Fortner, que perdeu os movimentos depois do acidente
Foto: Reuters
O acidente fez com que Mykia Jordan, além de exibir cicatrizes, tivesse de andar com a ajuda de uma bengala
Foto: Reuters
Vítima da falha da GM, Mykia Jordan perdeu o controle do seu Chevrolet Cobalt e ficou em coma por três semanas; ao lado dela, o filho Jace, que sobreviveu ao impacto
Foto: Reuters
Jacqueline Gilbert, que perdeu o controle do seu Chevrolet Cobalt em maio de 2012, ficou em coma por várias semanas
Foto: Reuters
vítima da GM
Foto: Divulgação
Chevrolet Impala 2014: modelo de luxo foi apontado pela GM como um dos carros com defeito
Foto: Divulgação
Cadillac Deville 2000: modelo de luxo integra a lista dos veículos com problemas da GM
Foto: Divulgação
Chevrolet Cobalt: um dos modelos relacionados pela GM entre os que apresentaram problemas com a ignição
Foto: Divulgação
Buick LaCrosse: um dos modelos na lista de recall da GM
Foto: ASSOCIATED PRESS/AP
Ken Rimer, qleft, que perdeu a enteada em 2006 num acidente com um Cobalt, e Laura Christian, que perdeu a filha em 2005, também devido a uma falha no mesmo modelo
Foto: Reuters
Mary Barra, CEO da GM, faz o juramento antes de ser ouvida pelo sub-comitê norte-americano que investiga a falha na ignição de alguns modelos da montadora
Foto: Reuters
Mary Barra, CEO da GM, durante apresentação para a imprensa
Foto: Reuters
Mary Barra, CEO da GM: escândalo sobre recall reflete no preço do mercado de carros
Foto: Reuters
Mary Barra, CEO da GM
Foto: Reuters
Laura Christian segura a fotografia de sua filha Amber Marie Rose, que morreu em um acidente de carro da GM que teria sido causado pela falha na ignição
Foto: Reuters
Mary Barra, CEO da GM, admite falta de habilidade da montadora
Foto: Reuters
Michael P. Millikin, vice-presidente e integrante do conselho de administração da GM
Foto: AP
Ignição de um Chevrolet Cobalt: falha faz equipamento desligar e pode levar motoristas a perder o controle (1.4.14)
Foto: AP
Ignição de um Chevrolet Cobalt: um dos primeiros carros a ser chamado no megarrecall feito pela GM (1.4.14)
Foto: AP
Anthony Foxx, do Departamento de Transporte: multa máxima deve ser elevada(14.5.14)
Foto: AP
Sede da GM em Detroit: manuais de treinamento desencorajam funcionários a usar as palavras 'defeito' ou 'perigoso'
Foto: AP
Sede da GM em Detroit: companhia escondeu falha por dez anos e foi multada em R$ 77 milhões – equivalente a um dia de faturamento (16.5.15)
Foto: AP
Anthony Foxx, do Departamento de Transportes: valor da multa máxima deveria ser elevado pelo Congresso