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Em 2014, a falta de chuvas elevou os preços de energia de curto prazo, com acionamento de térmicas mais caras

Reuters

CCEE chegou a ter que contratar dois empréstimos com bancos para as distribuidoras que somaram quase R$ 18 bilhões
Agência Brasil
CCEE chegou a ter que contratar dois empréstimos com bancos para as distribuidoras que somaram quase R$ 18 bilhões

O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Luiz Eduardo Barata, disse nesta segunda-feira (29) que espera um 2015 difícil para o setor elétrico.

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"Os problemas não acabam com as eleições... A nossa expectativa para o ano que vem é que vamos continuar a administrar problemas bastante parecidos", disse Barata durante evento do setor.

Em 2014, a falta de chuvas elevou os preços de energia de curto prazo, com acionamento de térmicas mais caras, enquanto as distribuidoras descontratadas tiveram que arcar com fortes gastos no mercado de energia de curto prazo para atender a demanda.

Diante disso, a CCEE chegou a ter que contratar dois empréstimos com bancos para as distribuidoras que somaram quase R$ 18 bilhões.

Tal cenário também elevou os valores de operações no mercado de curto prazo liquidadas na CCEE e Barata estima que essas possam chegar a R$ 36 bilhões no ano. Isso representaria um aumento de mais de duas vezes o liquidado em 2013, sendo que no ano passado o preço de energia já estava alto e as distribuidoras já enfrentaram descontratação.

De janeiro a setembro de 2014, as operações liquidadas no mercado de curto prazo na CCEE somam R$ 29,5 bilhões.

"Nossa expectativa é que neste ano cheguemos aos R$ 35 bilhões a R$ 36 bilhões (de liquidação no mercado de curto prazo)", disse Barata.

Ele acrescentou que a média de valores liquidados no mercado de curto prazo em anos anteriores, antes de 2013, era de entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.

Apesar dos altos valores levados a liquidação, Barata disse que a inadimplência acumulada no ano é de apenas 0,1% do total levado a liquidação.

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