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A decisão da Lilly de entrar no projeto endossa a ciência por trás da nova droga oral

Reuters

AstraZeneca disse em maio que estava buscando um parceiro para a sua droga inibidora BACE chamada AZD3293
Thinkstock/Getty Images
AstraZeneca disse em maio que estava buscando um parceiro para a sua droga inibidora BACE chamada AZD3293

A AstraZeneca assinou um acordo de parceria com a rival norte-americana Eli Lilly que poderá fazer a companhia britânica ganhar até US$ 500 milhões se um promissor, mas arriscado, medicamento experimental para Alzheimer for bem sucedido.

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A AstraZeneca disse em maio que estava buscando um parceiro para a sua droga inibidora BACE chamada AZD3293, que está posicionada para entrar em estágio final de testes clínicos de Fase III contra a doença de Alzheimer.

A decisão da Lilly de entrar no projeto endossa a ciência por trás da nova droga oral, dada a longa história da farmacêutica norte-americana de tentar encontrar um tratamento eficaz para a doença que afeta a memória.

A Lilly vai pagar à AstraZeneca até US$ 500 milhões para compartilhar os direitos à droga, com a escala exata dos pagamentos sendo determinada pelo progresso médico dos testes clínicos e pelo sucesso comercial.

Drogas inibidoras BACE funcionam bloqueando uma enzima chamada beta-secretase, que está envolvida na produção de beta-amiloide, uma proteína que cria placas no cérebro consideradas uma das principais causas da doença de Alzheimer.

A AstraZeneca afirmou nesta terça-feira (16) que espera receber o primeiro pagamento de US$ 50 milhões da Lilly no primeiro semestre de 2015, acrescentando que o negócio não terá nenhum impacto em seus ganhos de 2014.

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