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Anúncio desfaz expectativas de que a Roche poderia embarcar em uma série de negócios multibilionários para reforçar presença no tratamento de doenças raras

Reuters

Ao comprar a InterMune, a Roche trouxe a pirfenidona, nova droga promissora para tratamento de fibrose pulmonar idiopática
Thinkstock/Getty Images
Ao comprar a InterMune, a Roche trouxe a pirfenidona, nova droga promissora para tratamento de fibrose pulmonar idiopática

A decisão da Roche de comprar a empresa norte-americana de biotecnologia InterMune por US$ 8,3 bilhões no mês passado foi "excepcional" e não um sinal de planos mais ambiciosos de grandes aquisições, disse o presidente-executivo da farmacêutica suíça nesta terça-feira (16).

Desfazendo expectativas de que a Roche poderia embarcar em uma série de negócios multibilionários para reforçar presença no tratamento de doenças raras, Severin Schwan disse que não houve mudança estratégia de fusões da empresa ou no ritmo para fazer negócios.

"Essa operação foi realmente uma coisa excepcional", disse durante visita a Londres. "O último que tivemos foi Ventana, em 2007, então é razoável esperar mais sete anos, até ver alguma operação similar."

A Roche pagou US$ 3,4 bilhões pela Ventana.

Schwan também minimizou rumores de que a Roche pode querer comprar as ações na japonesa Chugai Pharmaceutical que ainda não detém, declarando-se satisfeito com a posição atual.

Ao comprar a InterMune, a Roche trouxe a pirfenidona, nova droga promissora para tratamento de um mal até fatal nos pulmões chamado fibrose pulmonar idiopática.

Também ajuda a diversificar a maior fabricante mundial de medicamentos contra câncer, expandindo para medicina respiratória e marcando entrada no tratamento de doenças raras.

Tem havido especulação que a Roche pode estar tramando uma entrada mais forte no tratamento de doenças raras, com conversas mencionando a Alexion Pharmaceuticals e a BioMarin Pharmaceuticals como potenciais alvos.

A Roche avalia cerca de 1,5 mil oportunidades todos os anos e concluiu cerca de 150 transações no ano passado, a maioria por produtos e tecnologias em estágio inicial.

Recentes grandes negócios no setor farmacêutico incluíram a compra da Shire pela AbbVie por 54 bilhões de dólares e a aquisição da Covidien pela Medtronic por US$ 43 bilhões.

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