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Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (8), 98% dos presentes deram sinal verde à operação

Sede da Portugal Telecom, em Lisboa
Bloomberg via Getty Images/Bloomberg
Sede da Portugal Telecom, em Lisboa

Os acionistas da Portugal Telecom (PT) aprovaram nesta segunda-feira (8), em assembleia geral, os termos revistos da fusão com a empresa brasileira de telecomunicações Oi.

No total, 98,25% dos acionistas da PT que estiveram presenta na reunião deram sinal verde aos novos termos da fusão com a Oi.

Os novos termos agora aprovados prevêem uma alteração do modelo inicial de fusão. Os acionistas da PT ficarão com 25,6% do capital da nova Oi e a opção de compra de ações até aos inicialmente previstos 37,3%, durante seis anos.

Após a votação, Henrique Granadeiro, presidente demissionário da operadora portuguesa, afirmou: "A assembleia geral foi chamada para votação, a votação ocorreu, os resultados são conhecidos. A decisão está tomada".

Questionado sobre se foi complicado o encontro, Granadeiro afirmou apenas que não é não é dado a variações de humor de acordo com o ambiente externo e recusou-se a fazer mais comentários. "O que tinha de justificar já justifiquei na assembleia geral de acionistas".

"Defendi a minha empresa e promovi o bem dos meus acionistas", declarou ainda Granadeiro.

Por sua vez, Rafael Mora, da RS Holdings (CEO da RealtimeCorporation, detentora do iG ), reconheceu que "não esperava que a margem [de aprovação] fosse tão grande", adiantando que "a imagem da PT só ficará totalmente clarificada após a conclusão da auditoria da PWC". Mora frisou ainda que "os processos [contra o BES] só serão pensados após a conclusão da auditoria".

Ainda sobre o investimento da PT na Rioforte, Paulo Varela, da Visabeira, afirmou: "Esta situação foi algo que aconteceu e não devia ter acontecido. Mas temos de seguir em frente e manter o trajeto que foi definido e que é o melhor para os accionistas e para a PT".

Segundo os novos termos do acordo, será mantida a PT SGPS, que deveria ter sido extinta. A sua manutenção foi a forma encontrada para separar da Oi o 'default' da Rioforte. No novo acordo está previsto que a entidade se mantenha e, se possível, cotada. A PT SGPS terá como ativo a participação na brasileira Oi e apresentará como resultados a variação da cotação. Os 900 milhões de euros de dívida da Rioforte serão transferidos em breve, com a aprovação dos novos termos da fusão.

A participação deverá ser transferida para os acionistas da PT sob a forma de dividendo. Para isso, será realizada uma redução de capital na SGPS ainda a aprovar em assembleia-geral extraordinária, a ser marcada. Esta é a forma dos acionistas portugueses ficarem diretamente com ações da Oi. Serão entregues títulos representativos de 25,6% do capital da empresa brasileira.

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