Tamanho do texto

Caso apura práticas trabalhistas no Vale do Silício; empresas são acusadas de acordo para evitar a contratação de funcionários umas das outras

Reuters

Tim Cook, presidente da Apple, uma das empresas investigadas
Jeff Chiu
Tim Cook, presidente da Apple, uma das empresas investigadas

Quatro companhias de tecnologia, incluindo Apple e Google, criticaram uma juíza norte-americana por rejeitar uma proposta de acordo de US$ 324,5 milhões sobre as práticas de contratações no Vale do Silício e pediram para que um tribunal de recursos intervenha, segundo um documento.

Trabalhadores acusaram a Apple, o Google, a Intel e a Adobe em um processo de 2011 de conspirar para evitar contratar os funcionários umas das outras.

No mês passado, a juíza distrital Lucy Koh em San Jose, Califórnia, rejeitou a proposta de acordo para a ação de classe, afirmando que a quantia era muito baixa.

Em um documento entregue às autoridades no fim da quinta-feira (4), as companhias pedem que o 9º Tribunal de Recursos do Circuito dos Estados Unidos anule a decisão da juíza.

A juíza "cometeu um claro erro legal" e "substituiu de maneira inadmissível a avaliação do tribunal sobre o valor do caso pelo valor das partes, que têm disputado por conta do caso por mais de três anos", escreveram.

A Adobe se recusou a comentar, assim como um advogado dos trabalhadores. Representantes das três outras empresas não puderam ser encontrados imediatamente.

Trabalhadores do setor alegaram que a conspiração limitou sua mobilidade de trabalho e, como resultado, restringiu seus salários.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.