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O presidente da montadora italiana, Sergio Marchionne, pretende incorporar as duas montadoras em uma empresa registrada na Holanda com o nome de Fiat Chrysler Automobiles

Reuters

A Fiat disse que a maioria de seus acionistas optaram por não exercer uma opção que poderia ter tirado dos trilhos sua fusão com a filial norte-americana Chrysler, associação que é vista como um passo vital nos esforços de recuperação da montadora italiana.

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O presidente-executivo da companhia, Sergio Marchionne, pretende incorporar as duas montadoras em uma empresa registrada na Holanda com o nome de Fiat Chrysler Automobiles (FCA), pavimentando o caminho para uma listagem no mercado de ações dos Estados Unidos, operação que iria ajudar a financiar um ambicioso plano de investimentos.

Cledorvino Belini, presidente da Fiat: no Brasil
Divulgação
Cledorvino Belini, presidente da Fiat: no Brasil

Mas a estratégia poderia ter falhado se a Fiat tivesse sido acionada a pagar mais de € 500 milhões (US$ 657,1 milhões) para investidores que optassem por vender suas ações, exercendo um direito legal desencadeado pela decisão da empresa de mover sua sede para fora da Itália.

A montadora disse nesta quinta-feira que os acionistas que se opõem ao acordo haviam exercido seu direito de saída para 60 milhões de ações, equivalentes a cerca de € 463,6 milhões – pouco abaixo do limiar de € 500 milhões fixado pela Fiat.

Essas 60 milhões de ações são equivalentes a cerca de 6,3% do capital social de € 9,5 bilhões da Fiat.

Na semana passada, a empresa havia dito que não esperava que os acionistas inviabilizassem a fusão, que está prevista para ser concluída por volta de meados de outubro.

Veja imagens do protesto recente do Greenpeace na sede da Fiat em Minas Gerais:

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