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Medida foi tomada após Greenpeace denunciar uso de recursos extraídos ilegalmente no País

Jewson, uma das maiores varejistas de construção do Reino Unido
Divulgação
Jewson, uma das maiores varejistas de construção do Reino Unido

A Jewson, uma das maiores varejistas de materiais de construção do Reio Unido e pertencente ao grupo Saint-Gobain , retirou temporariamente de suas lojas produtos feitos com madeira de ipê que, segundo o Greenpeace , foi extraída irregularmente no Brasil.

"A Jewson confirma que temporariamente suspendeu as vendas de decks feitos com ipê e colocou em 'quarentena' todos os estoques, enquanto realiza uma auditoria de toda a cadeia de fornecimento relacionada ao produto", informou um porta-voz da empresa ao iG . "Isso inclui todos os envolvidos na cadeia de fornecimento baseados no Brasil."

O material usado pela Jewson é fornecido pela International Timber, também do Saint-Gobain. Segundo o Greenpeace, essa empresa adquire a madeira de dois exportadores do Estado de Rondônia que já foram multados peo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em mais de R$ 5 milhões por desmatamento, extração ilegal de madeira, lavagem de dinheiro e falsificação de documentação oficial.

Uma campanha contra o uso de madeira ilegal extraída da Amazônia pela Jewson havia conquistado cerca de 80 mil pessoas no Reino Unido, informa o Greenpeace.

ONG critica inação do governo brasileiro

De acordo com a Jewson, que tem cerca de 600 lojas no Reio Unido, a suspensão atinge uma "gama pequena" de produtos para decks de jardim comercializados  pela varejista.

O ipê brasileiro é usado para esses fins porque resiste ao ambiente externo sem precisar receber tratamento à prova de água nem pesticidas  Segundo a companhia, o material foi utilizado na Brooklin Bridge, de Nova York, na Biblioteca Nacional de Paris e no Palácio do Planalto brasileiro.

"A companhia durante todo o tempo respeitou os requerimentos sobre madeira da União Europeia e a legislação do Reino Unido relativa ao tema", informa a nota da Jewson.

Marina Lacôrte, representante do Greenpeace no Brasil, criticou a postura do Poder Público do País.

“O mercado internacional está preocupado, e começa a tomar medidas contra a madeira ilegal. Enquanto isso, no Brasil, mesmo após as denúncias do Greenpeace sobre o descontrole do setor madeireiro, nada foi feito", diz a ativista, em comunicado.


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