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Cirurgião plástico midiático, apresentador de reality show e sócio de Celso Russomano, Robert Rey aposta em rede de estética a preços baixos

Ao lado de ex-BBBs, misses e até garotas do octógono, o médico Robert Rey, conhecido como Dr. Rey, promete fazer barulho ao divulgar seu novo negócio no Brasil: a rede de clínicas de estética Estética Hollywood.

As clínicas irão oferecer tratamentos não invasivos para corrigir imperfeições e terão tratamentos para estrias, celulites e gordura localizada.

Confira franquias lançadas por famosos:

Rey aponta que se tornou sócio do negócio por acreditar no potencial do País. "O Brasil explodiu e hoje tem mais dinheiro". Além de médico midiático e agora sócio da franquia de clínicas de estética, o médico é pré-candidato nas próximas eleições. Ele se filiou ao PSC, partido do deputado Marco Feliciano.

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Além disso, opina que antes o padrão de beleza era a "gringa de Hollywood". "Hoje, minha filhinha de 14 anos, que tem mãe gringa, anda com a camisa da Seleção na escola porque os moleques acham super sexy. Todas as modelos são brasileiras. A brasileira é o novo padrão de beleza", diz o médico-celebridade. 

Você não pode ir esculachada ou sujinha naquela entrevista de trabalho. Tem de ir bonitinha" (Dr. Rey)

O médico também confia em mudanças de comportamento. "O mundo ficou mais competitivo. Se cuidar era vaidade, mas hoje é necessário. Você não pode ir esculachada ou sujinha naquela entrevista de trabalho. Tem de ir bonitinha". 

Garoto-propaganda

Mas Rey apenas prestará consultoria, irá aprovar tratamentos e atuar como garoto-propaganda da Estética Hollywood. O cirurgião não vai mexer no bisturi por aqui, e suas admiradoras terão de continuar a marcar consultas em sua mega-clínica em Cancún.

Isso porque, caso consiga registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) para atuar no Brasil, Rey será impedido de fazer publicidade. E a Estética Hollywood promete marketing pesado na TV a partir de setembro.

A brasileira é o novo padrão de beleza. Coloco elas em um pedestal" (Dr Rey)

Rey conhece seu poder de fogo: "A brasileira leva um tiro por mim. Em país machista a mulher não é elogiada, e eu coloco a brasileira em um pedestal. Ela sabe que a amo".

Associar a imagem à marca foi alvo de requisitos de Rey, como treinamento dos funcionários que trabalharem na rede, homologados pela matriz. Em contrapartida, Rey deve participar das inaugurações e comparecer a eventos promocionais. "Hoje, como, durmo e caso com a mídia", conta.

Para se diferenciar das franquias de estética que povoam a feira de franquias da ABF, a ABF Franchising Expo (que termina neste sábado, 7, em São Paulo), onde Rey fez sua aparição, o cirurgião anuncia preços acessíveis na Estética Hollywood. "Tenho um político [Celso Russomano] como sócio, e tenho meu lado político. Somos populistas, pensamos sempre no povo", brinca. "É só lembrar que antes só ricaças, como a Marylin Monroe, faziam plásticas".

Os tratamentos na Estética Hollywood irão custar, em média, de R$ 59 a R$ 99. Um dos mais baratos será a depilação à luz pulsada. 

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Os preços baixos serão obtidos a partir de negociação com fornecedores, e também graças a produção nacional. Os equipamentos e máquinas das clínicas têm tecnologia importada de Israel, mas são montados no Brasil. Já a linha de 23 cosméticos é 100% nacional. 

Os cosméticos, personalizados e vendidos apenas nas clínicas, custam entre R$ 29 e R$ 80. A ideia é dobrar o número de produtos, com foco em produtos com maior valor agregado. "Sabemos que a venda de cosméticos na clínica pode corresponder a ao menos 10% do faturamento, mas dá para esse número ser bem maior", diz Rodrigo Messias, um dos cinco sócios de Rey ao lado de Louvanne Russomano, mulher de Celso Russomano. 

Foco em ganhar escala

Em seis meses, a Estética Hollywood fechou 33 contratos, todos de clínicas maiores, que incluem tratamento anticelulite, gordura e flacidez. Em cinco anos, a expectativa é ter 1 mil clínicas no País. 

São duas unidades abertas na cidade de São Paulo e oito em implantação – na capital, no interior do Estado, e também em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A expectativa é fechar cem contratos até o final do ano. É possível optar por dois modelos de franquias, que exigem investimentos iniciais de cerca de R$ 200 mil. 

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