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Para a controladora da Pratt & Whitney, dona do jato, problema não deve atrapalhar o cronograma de testes

A falha de um motor para jato da Pratt & Whitney durante os testes em um novo avião da Bombardier na última semana tem pouca probabilidade de causar impacto significativo no cronograma de testes da Bombardier, disse um executivo da United Technologies, controladora da Pratt, nesta quinta-feira (5).

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Cockpit do CRJ Series, da Bombardier
Divulgação
Cockpit do CRJ Series, da Bombardier

"Estamos trabalhando agora com a Bombardier em um plano para retomar os testes aqui nas próximas semanas", informou o vice-presidente financeiro da United Tech, Greg Hayes, em uma conferência com investidores.

A falha do motor tinha levantado potencial preocupação sobre mais atrasos do novo jato CSeries da Bombardier, que já tem entre 18 a 24 meses de atraso. Os comentários de Hayes confirmam o otimismo cauteloso na indústria e na bolsa de valores dos Estados Unidos que as consequências do incidente em 29 de maio seriam limitadas.

Um problema com o motor da Pratt que envolveu seu sistema de engrenagens, conhecido como Geared Turbofan, poderia ter maiores repercussões, uma vez que o motor é oferecido para os aviões A320neo da Airbus e para outros novos jatos regionais. Na manhã desta quinta-feira (5), a Pratt anunciou que tinha entregado o seu primeiro motor GTF à Mitsubishi Aircraft para o seu jato regional MRJ90.

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Mas uma análise preliminar mostrou que o problema no motor durante o teste no jato Bombardier CSeries não diz respeito ao sistema de engrenagens do motor, disse Hayes. Ele adicionou que a empresa tem confiança na arquitetura do motor.

"Achamos que foi algo muito mais simples do que isso", disse Hayes, embora ele tenha frisado que a investigação está em curso.

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