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Após ter aprovado o produto, órgão federal voltou atrás e alertou que Palcohol pode trazer riscos à saúde

Uma empresa americana chamou atenção recentemente ao anunciar que pretende vender uma versão em pó para bebidas alcólicas, o Palcohol. Mas autoridades de saúde dos Estados Unidos voltaram atrás do sinal verde que haviam dado ao produto, alertando esta semana que ele pode trazer sérios riscos.

Anúncio mostra bebida de vodca desenvolvida com pó alcólico
Divulgação
Anúncio mostra bebida de vodca desenvolvida com pó alcólico

No dia 8 de abril, o órgão federal Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau havia aprovado a venda do Palcohol. Contudo, um representante do departamento do governo, Tom Hogue, afirmou por email à agência Associated Press, na segunda-feira (22), que a aprovação foi um erro.

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A companhia que criou o produto, Lipsmark, escreveu no site do produto que, após anos de pesquisa, experimentos e consultas a cientistas pelo mundo, o empresário Mark Philips "finalmente conseguiu desenvolver o álcool em pó", que estaria em processo de patenteamento.

O conteúdo do produto seria vendido pequenos sacos. Quando misturado a água, o pó equivale a uma dose de bebida, que deve ser vendida em mercados comuns. O Palcohol seria lançado em seis versões: Mojito, Cosmopolitan, Margarita ou ou Lemon Drop com Coca-Cola ou suco de laranja.

Segundo a Lipsmark, a empresa não tem interesse em receber dinheiro de possíveis investidores no momento. Também não revela como o produto é feito. "Se nós te contássemos, teríamos que atirar em você", diz o site.

O conceito de álcool em pé não é novo, de acordo com a AP. John Coupland, professor de ciência alimentar na Universidade de Pensilvânia, identificou vários pedidos de patente para este tipo de produto ao longo dos anos.

Uma delas, criada pela General Foods Corp na década de 1970, afirma que o pó alcólico é feito pela absorção de etanol por uma espécie de pó de carboidrato.