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Multinacional emprega 83 portadores de deficiência, mas deveria contratar mais 132 pessoas, segundo o MPT

O Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM) entrou com uma ação civil pública contra a Procter & Gamble do Brasil (P&G) por descumprir a lei de cotas para a contratação de pessoas com deficiência.

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A ação pede a condenação da empresa em R$ 1 milhão por dano moral coletivo. A P&G é fabricante mundial de produtos de limpeza, higiene pessoal e de baterias e lanternas, dona de marcas como Gillette, Oral-B e Duracell.

Fábrica da P&G: MPT pede condenação por dano moral coletivo
Divulgação
Fábrica da P&G: MPT pede condenação por dano moral coletivo

A multinacional emprega 83 portadores de necessidades especiais ou reabilitados do sistema de seguridade social. Para cumprir o percentual total de contratações previsto na lei, seria necessário o ingresso de mais 132 pessoas com deficiência, já que a companhia possui um quadro de 4.310 trabalhadores, englobando matriz e filiais.

Caso a Justiça do Trabalho conceda os pedidos do MPT, o grupo estará obrigado a contratar, em um prazo de 30 dias, esses profissionais em número suficiente para cumprir a cota legal e deixar de dispensar trabalhador reabilitado ou com deficiência sem a prévia contratação de um substituto, no prazo máximo de 15 dias.

As determinações serão válidas tanto para a matriz em Manaus como para as filiais localizadas nos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.

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