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Confederação não descarta possibilidade de greve se a empresa não aceitar iniciar negociações

Reuters

Trabalhadores da fabricante de bebidas Ambev deram prazo até meados de abril para a maior cervejaria da América Latina aceitar iniciar negociações para a unificação do piso salarial de suas operações no Brasil.

Trabalhadores da Ambev querem um piso salarial nacional de R$ 1.500
Cristiano Sant'Anna/indicefoto.com
Trabalhadores da Ambev querem um piso salarial nacional de R$ 1.500

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA) não descarta possibilidade de greve se a empresa não aceitar iniciar negociações sobre o assunto. A entidade se reuniu na quarta-feira com representantes de pelo menos 12 entidades sindicais onde foi aprovado o prazo para a Ambev.

Os trabalhadores da Ambev querem um piso salarial nacional de R$ 1.500 ante um valor mínimo atual que varia de R$ 900 a R$ 1.200 dependendo da região do país.

"Se não houver essa vontade por parte da Ambev, nós podemos iniciar uma grande mobilização nacional e não está descartada a possibilidade de greve, assim como também a possibilidade de começarmos uma campanha de boicote aos produtos da Ambev", disse em comunicado à imprensa o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo.

Às 13h24, as ações da Ambev exibiam alta de 0,78% enquanto o Ibovespa tinha ganho de 2,4%.

A CNTA afirma que a categoria tenta há cinco anos que a Ambev aceite discutir reivindicações em nível nacional e não individualmente com cada região onde tem operações no Brasil.

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A reunião de quarta-feira coincidiu com a data-base dos funcionários da empresa no Estado de São Paulo, março. Os trabalhadores também cobram data-base unificada em setembro.

Representantes da Ambev não puderam comentar o assunto de imediato.

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