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Votação durou apenas oito minutos, com aprovação superior a 88% dos votos presentes

Reuters

Zeinal Bava, presidente da CorpCo, fusão entre Oi e Portugal Telecom
Divulgação
Zeinal Bava, presidente da CorpCo, fusão entre Oi e Portugal Telecom

A assembleia de acionistas do grupo de telecomunicações Oi aprovou nesta quinta-feira (27) o bilionário plano de aumento de capital da companhia e laudo de avaliação de ativos da Portugal Telecom, abrindo caminho para o processo de fusão das duas empresas.

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A votação do aumento de capital de entre R$ 8 bilhões e R$ 14 bilhões e a avaliação dos ativos da Portugal Telecom que serão incorporados à nova empresa resultante da fusão durou apenas oito minutos, com aprovação superior a 88% dos votos presentes.

A reunião contou com participação de pelo menos 76% do capital votante da companhia, correspondentes a 454,9 milhões de ações ordinárias, de acordo com a ata da assembleia.

O encontro contou com a participação do presidente-executivo da Oi, Zeinal Bava.

A união das duas operadoras foi anunciada em outubro e faz parte de plano para reforçar as finanças da Oi e reduzir endividamento de seus controladores. A companhia encerrou 2013 com dívida líquida de R$ 30,4 bilhões e tem enfrentado dificuldades para ampliar investimentos diante de um ambiente de forte competição no Brasil.

Às 15h19, as ações da Oi exibiam alta de 2,8%, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 3%.

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A Portugal Telecom e a Oi têm discutido uma associação desde que a primeira adquiriu 25% da Oi em 2010. O valor de mercado das duas companhias caiu mais da metade nos últimos três anos, um sinal de que investidores apostavam que a fusão ocorreria.

Os acionistas da Oi e o governo federal esperam que a união dê ao grupo mais condições de competir no mercado brasileiro com rivais como a espanhola Telefónica, dona da Vivo, a Telecom Italia, dona da TIM, e a mexicana América Móvil, controladora da Claro.

Sob os termos do acordo, a Oi venderá novas ações e usar os recursos para reduzir sua dívida. A Portugal Telecom vai, por sua vez, contribuir com seus ativos, avaliados em R$ 5,7 bilhões, e ficará com 38% da nova empresa que será chamada de CorpCo. A Oi terá 30% da nova companhia e outros investidores como o banco de investimentos BTG Pactual e fundos de pensão brasileiros ficarão com o restante.

CorpCo

Após a aprovação na assembleia, o principal vento contrário para a fusão continua sendo o aumento de capital, disse o analista André Baggio, do JPMorgan. Enquanto controladores já garantiram R$ 2 bilhões para a subscrição e um grupo de 14 bancos garantiram até R$ 6 bilhões em novas ações, as condições para sua participação continuam desconhecidas.

Cada ação ordinária da Oi será trocada por uma ação da CorpCo, e cada papel PN da companhia será trocado por 0,9211 ação da CorpCo. Cada ação da Portugal Telecom será equivalente a € 2,2911 em ações da CorpCo a serem emitidas ao preço do aumento de capital, mais 0,6330 ação da CorpCo.

A nova companhia terá sede no Rio de Janeiro, onde a Oi é sediada. Zeinal Bava, engenheiro de 47 anos que em junho do ano passado se tornou presidente-executivo da Oi após cinco anos à frente da Portugal Telecom, comandará a nova companhia resultante da fusão.

A CorpCo tem como meta sinergias de R$  5,5 bilhões.

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