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Montadora realizou recall no mês passado de 1,6 milhão de automóveis de 2003 a 2007 para substituir a ignição

Reuters

A presidente-executiva da General Motors, Mary Barra, disse nesta terça-feira (18) que não tinha detalhes dos defeitos nos automóveis da montadora ligados a 12 mortes até 31 de janeiro, duas semanas depois de assumir o cargo e aproximadamente 13 anos depois de engenheiros da empresa terem detectado os primeiros problemas.

-Leia também: GM é pressionada a indenizar vítimas por acidentes ligados à ignição

A montadora realizou um recall no mês passado de 1,6 milhão de automóveis de 2003 a 2007 para substituir a ignição com defeito que poderia causar o desligamento do motor e dos airbags. A primeira morte ligada ao defeito ocorreu em Maryland em julho de 2005.

A presidente-executiva da General Motors, Mary Barra, não tinha detalhes sobre defeitos em carros
Getty Images
A presidente-executiva da General Motors, Mary Barra, não tinha detalhes sobre defeitos em carros

"Sinto muito por todas as perdas de vidas que ocorreram", disse Mary, em um encontro com jornalistas nesta terça-feira (18).

Ela disse que soube em dezembro, quando ainda era chefe da unidade global de desenvolvimento de produto da GM, que estava ocorrendo uma revisão do Chevrolet Cobalt, um dos carros que mais tarde foi incluído no recall. A executiva disse ainda que não ficou sabendo dos detalhes da revisão na época.

"Claramente, isso demorou muito", disse ela, sobre a investigação interna de engenharia envolvendo os defeitos, dos quais a GM ficou sabendo em 2001 e só mencionou em boletins a revendedores em 2005.

A primeira substituição da ignição estará disponível para clientes em 7 de abril, e o plano atual prevê que a GM tenha peças suficientes para todos os carros do recall até outubro, disse Barra.

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