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Subsidiária de Renova e Cemig compra 51% da Brasil PCH de Petrobras e Jobelpa

Reuters

A Chipley Participações, subsidiária da Cemig GT e da Renova Energia, irá comprar 51% da Brasil PCH por R$ 676,530 milhões, informaram as empresas nesta segunda-feira (17).

A empresa irá adquirir 49% do total das ações detidas pela Petrobras na Brasil PCH e 2% das ação detidas pela Jobelpa.

Cemig e Renova já haviam informado sobre a assinatura de acordo de compra pela Cemig GT da participação de 49% que a Petrobras detém na Brasil PCH, mas a empresa buscava também negociar a compra do restante das participações de outros acionistas.

O preço de aquisição, que tem como data base 31 de dezembro de 2012, será atualizado pela variação do CDI acrescida de 2% ao ano até a data do efetivo pagamento, informaram as companhias.

A Brasil PCH detém 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) com capacidade instalada de 291 megawatts (MW) e 194 MW médios de energia assegurada. Todas as PCHs têm contratos de venda energia por 20 anos no âmbito do Proinfa.

Entrada da Cemig GT na Renova

Com a conclusão da operação de compra, que ainda depende de aprovações de órgão reguladores, as empresas darão o prosseguimento ao acordo de investimento para entrada da Cemig GT no bloco de controle da Renova, por meio da subscrição e integralização de novas ações ordinárias da Renova pela Cemig GT.

O aumento de capital é estimado em R$ 1,4 bilhão, com preço de emissão das ações da Renova de R$ 16,2266 por papel, conforme já informado pelas companhias.

Veja também: Cemig aumenta fatia na Santo Antonio Energia

A entrada no capital da Renova poderá ser feita pela Cemig GT diretamente ou através de um Fundo de Investimentos em Participações, do qual a Cemig GT participe.

"O montante do valor do aumento de capital além do utilizado para a aquisição da participação acionária da Brasil PCH será alocado nos projetos eólicos já contratados da companhia e/ou outras oportunidades de crescimento em ativos de energia renovável", informou a Renova Energia.

Caso somente a Cemig participe do aumento de capital, a empresa mineira poderá passar a ter 35,7% das ações ordinárias da Renova. RR Participações e Light Energia teriam, cada uma, 20,7% no bloco de controle.

Se os outros acionistas controladores participarem do aumento de capital, a operação poderia chegar a até R$ 3,236 bilhões. A Cemig GT passaria a ter 24,5% das ações ordinárias da Renova. A RR Participações e a Light Energia passariam a deter 14,2% das ações ordinárias, cada uma.

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