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Grupos de defesa do consumidor pedem que seja criado um fundo de US$ 1 bilhão para pagar as vítimas

Reuters

A General Motors está enfrentando uma pressão cada vez maior para indenizar vítimas por um defeito na ignição que acarretou o recall de 1,6 milhão de veículos, mesmo que alguns possíveis requerentes não possam processar a montadora sob os termos da saída da empresa do processo de concordata em 2009.

Linha de montagem do modelo Onix na fábrica da GM em Gravataí, no Rio Grande do Sul
Divulgação
Linha de montagem do modelo Onix na fábrica da GM em Gravataí, no Rio Grande do Sul

A GM é um ente jurídico diferente do que o que entrou em uma concordata em 2009 que abalou a economia norte-americana. A chamada "nova" GM não é responsável, sob os termos da saída da concordata, por quaisquer reivindicações legais relacionadas a incidentes que aconteceram antes de julho de 2009.

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Mas com um enorme recall em suas mãos e acusações de que a companhia sabia do defeito há uma década, a GM enfrenta pressão de grupos de consumidores que dizem que o acordo impedirá injustamente que vítimas recebam a indenização que merecem.

Na quarta-feira, dois proeminentes grupos de defesa de consumidores fizeram um apelo à presidente-executiva da GM, Mary Barra, para que seja criado um fundo de US$ 1 bilhão para pagar as vítimas.

"Você não acredita, no fundo de seu coração, que é injusto e cruel usar estas defesas para escapar da responsabilidade por um defeito que a GM escondeu e falhou em remediar durante 10 anos?", escreveram Clarence Ditlow, diretor-executivo da organização Center for Auto Safety, e Joan Claybrook, presidente emérita da Public Citizen, em uma carta aberta ao público.

Em um comunicado, a GM não descartou a possibilidade de estruturar um fundo para indenizar as vítimas.

A GM diz que a ignição está ligada a no mínimo 34 acidentes e 12 mortes. Um estudo publicado na quinta-feira ligando 303 mortes aos carros chamados para recall foi rapidamente criticado pela GM.

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