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A estimativa é de que os preços mais altos de petróleo, impulsionados pela crise na Crimeia, acrescentem US$ 3 bilhões em custos inesperados em 2014

Reuters

Associação prevê que US$ 1 bilhão a menos seja gerado pelas companhias aéreas devido crise na Ucrânia
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Associação prevê que US$ 1 bilhão a menos seja gerado pelas companhias aéreas devido crise na Ucrânia

As companhias aéreas mundiais esperam gerar US$ 1 bilhão a menos de lucro este ano do que projetavam anteriormente, redução que impactará uma recuperação liderada pelos Estados Unidos, conforme a crise na Ucrânia eleva os gastos da indústria com combustíveis, disse a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), nesta quarta-feira (12).

A estimativa é de que os preços mais altos de petróleo, impulsionados pela crise na Crimeia, acrescentem US$ 3 bilhões em custos inesperados em 2014, o que será parcialmente compensado por uma revisão positiva de US$ 2 bilhões na receita com transporte de cargas.

A organização baseada em Genebra estima agora que as companhias aéreas tenham um lucro de US$ 18,7 bilhões este ano, uma queda ante os US$ 19,7 bilhões em sua previsão anterior, feita em dezembro. A indústria, no entanto, continua em um movimento cíclico de crescimento após um lucro de US$ 12,9 bilhões em 2013.

"A situação na Ucrânia está causando uma instabilidade que está elevando o preço do petróleo e este foi o principal causador do corte na revisão atual", disse o diretor-geral da Iata, Tony Tyler, em uma coletiva de imprensa.

Uma fraqueza econômica na Argentina e no Brasil também está atrapalhando os lucros. As companhias aéreas da América Latina devem divulgar um lucro de US$ 1 bilhão este ano, um terço a menos do que o esperado anteriormente.

A Iata, que representa cerca de 200 companhias aéreas e administra o sistema de compensação da indústria para vendas de passagens, alertou que algumas linhas aéreas podem parar de voar à Venezuela em meio a uma disputa pelo congelamento de US$ 3,7 bilhões devidos a companhias aéreas estrangeiras.

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