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Companhia faz parceira com Lielos. Copa do Mundo, eleições e alta do dólar trazem dificuldades para o setor

Brasil Econômico

O ano de 2014 promete ser desafiador para o Batman e outros personagens licenciados pela Warner no país. A Copa do Mundo, as eleições em outubro, além da alta do dólar trazem turbulências para este mercado. Segundo o gerente-geral da Warner Bros. Consumer Products no Brasil, Marcos Bandeira de Mello, que não detalha os resultados da empresa, após forte expansão em 2013, o crescimento da companhia neste ano não deve alcançar a casa dos dois dígitos.

O personagem Batman é a principal propriedade da Warner no Brasil
Divulgação
O personagem Batman é a principal propriedade da Warner no Brasil

Para driblar os problemas, a Warner — que licencia personagens como Penelope Charmosa, Looney Tunes, Flintstones, Jetsons, Scooby Doo, entre outros — está investindo em grandes ações e contratos para diversos públicos e segmentos, que vão além do vestuário, papelaria, brinquedos e promoções em grandes redes de fastfood, os mais comuns. A empresa está emprestando a imagem de seus personagens para objetos de decoração, cupcakes, acessórios para celular, entre outros.

Recentemente, a Warner Bros. anunciou parceria com a Lielos Cosméticos, que trará uma linha completa de produtos para o público infantil. São oito produtos protagonizados pelo super-herói Batman, com protetores solares; e pela encantadora Penelope Charmosa, que apresenta itens como xampu, condicionador, loção hidratante, entre outros.

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“O Batman, que é hoje a principal propriedade no Brasil e segue sendo uma das maiores do mundo. Ele é uma marca que vende bem não só no segmento masculino. É um ícone da cultura pop. O Batman segue se renovando e falando com novas gerações, seja pelos filmes ou pela saga de games”, diz Bandeira de Mello. De acordo com ele, outros personagens também fazem sucesso no Brasil, como Tom & Jerry, Scooby Doo, Superman e Looney Tunes.

Bandeira de Mello ressalta que a entrada em outras áreas é facilitada pela flexibilidade do licenciamento. No entanto, aponta o executivo da Warner, alguns outros segmentos ainda poderiam ser mais bem explorados no país.

“Parte do nosso esforço mercadológico é conversar com o mercado para educá-lo. Explicar como o licenciamento funciona. A indústria tem crescido acima do PIB e tem muito potencial para expandir o licenciamento, que não é comum, por exemplo, em eletroeletrônicos e produtos de farmácia”, destaca ele. “A indústria ainda não despertou para esse potencial. Um pouco da nossa pirataria vem da ignorância. As pessoas não sabem que têm direito autoral e têm uma certa resistência, pois pensam que é caro, difícil ou proibido”, completa o executivo.

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