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Movimento deve ajudar a elevar vendas, apesar do cenário menos animador para o setor

Reuters

A Via Varejo, divisão de móveis e eletrodomésticos do Grupo Pão de Açúcar, prevê acelerar o ritmo de abertura de lojas em 2014, movimento que deve ajudar a elevar suas vendas a despeito do cenário menos animador para o setor.

Mais cedo, o IBGE divulgou que as vendas do varejo brasileiro avançaram 4,3% em 2013, na pior expansão em 10 anos.

-Leia também: Via Varejo eleva lucro no 4º trimestre, mas ações caem em dia ruim para varejo

Mesmo com o lançamento do programa do governo de subsídio à compra de móveis e eletrodomésticos Minha Casa Melhor, em junho, o segmento de móveis e eletrodomésticos viu a expansão das vendas desacelerar para 5% em 2013, ante 12,3% no ano anterior.

Avaliando que a Via Varejo "vive certa dissonância" do mercado após um aumento de 11,8% na receita líquida no ano, a R$ 21,8 bilhões, o diretor-presidente da empresa, Francisco Valim, disse acreditar na expansão das atividades mesmo com "mais incertezas" em 2014.

Via Varejo, que administra as Casas Bahia, prevê inaugurar 70 lojas este ano
Divulgação
Via Varejo, que administra as Casas Bahia, prevê inaugurar 70 lojas este ano

"O consumo brasileiro é bastante resiliente", disse a jornalistas nesta quinta-feira (13), mencionando a baixa penetração de eletrodomésticos no País e o aumento da escala proporcionado pela maior base de compradores, o que possibilita a oferta de preços historicamente baixos para os eletrônicos.

Segundo o executivo, o crescimento da Via Varejo será guiado pelo avanço das vendas nas mesmas lojas, com a ajuda adicional das cerca de 70 unidades que a companhia prevê inagurar no ano, com foco nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.

O número representa um avanço de 70% ante as 41 lojas abertas em 2013, e se insere no plano da companhia de inaugurar 210 novas unidades até 2016.

Em teleconferência com analistas mais cedo, ele havia dito que o Minha Casa Melhor não teve impacto significativo para a companhia, e que preços de imóveis estáveis neste ano abririam uma oportunidade adicional para o plano de expansão de lojas.

Segundo o diretor financeiro da Via Varejo, Vitor Fagá, há espaço para a empresa otimizar custos essencialmente com medidas que já foram implementadas, como a redistribuição de produtos ao longo da malha logística.

Mas as investidas não serão tomadas para compensar uma maior agressividade nos preços, prática que o controlador Pão de Açúcar já sinalizou que irá adotar na operação alimentar.

A expectativa é da manutenção da margem bruta no mesmo patamar de 2013, disse Valim, quando chegou a 30,8%.

O presidente da Via Varejo afirmou que a categoria de móveis será explorada dentro da companhia especialmente a partir do segundo semestre, com ajustes internos que passarão pelo design e disposição dos produtos nas lojas.

No ano passado, a Via Varejo comprou o controle da Bartira, maior fabricante de móveis do País, na qual já tinha uma fatia.

Apesar de reconhecer que a Copa do Mundo dará uma mão à venda de TVs durante a primeira metade do ano, Valim ponderou que a alta será ofuscada por uma desaceleração no segundo semestre, com a comercialização dos equipamentos ficando dentro do que se espera em um "ano típico".

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