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Com movimento de US$ 600 milhões, o espetáculo esportivo de três horas – e apenas uma de jogo – chega a atingir 111 milhões de espectadores. Confira os melhores anúncios

Os mais puristas podem até não gostar, mas a transformação de eventos esportivos em grandes espetáculos tem chamado cada vez mais a atenção de empresários. Um exemplo claro é o Super Bowl, que colocou o futebol americano no mercado milionário do entretenimento e escalou o esporte para alcance mundial. O evento acontece neste domingo (2) , a partir das 21h, e será transmitido pelo canal ESPN Brasil.

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Com movimento de US$ 600 milhões, o espetáculo de três horas – e apenas uma de jogo – para os Estados Unidos, literalmente. O dia do Super Bowl é decretado feriado nacional. Bom para os anunciantes, que conquistam uma visibilidade sem precedentes. Em 2012, o evento atingiu à marca recorde de 114 milhões de espectadores, com show da diva pop Madonna no show do intervalo – contra 111 milhões em 2013, quando a apresentação foi da cantora Beyoncé. Não por acaso o fundador da Apple, Steve Jobs, escolheu um intervalo do Super Bowl de 1984 para lançar o seu Macintosh.

Neste ano, além dos fanáticos pelo esporte, o evento também terá as fãs de Bruno Mars, considerado o músico do ano pela revista americana "Billboard". Para colaborar, o músico convidou os roqueiros do Red Hot Chilli Peppers para animar o público entre o segundo e o terceiro tempo.

Se é bom para os anunciantes, que chegam a pagar US$ 4 milhões por 30 segundos de exposição nos intervalos – são quatro tempos de 15 minutos cada –, imagine para a organização, que gasta US$ 70 milhões para colocar o evento de pé.

Brasileiros estão começando a se interessar pelo esporte

Até em terras brasileiras, onde as regras do futebol americano parecem complicadas demais para quem está acostumado a fazer gols, o interesse cresce. Segundo o Google Trends, ferramenta que identifica o interesse dos usuários por número de pesquisas na ferramenta, as buscas são crescentes.


Marcas internacionais pagam caro e investem em publicidade de qualidade para aproveitar da melhor forma possível esse grande volume de espectadores.

E mesmo quando a propaganda não é veiculada como esperado, a publicidade também pode ser gigantesca. A polêmica deste ano foi com a SodaStream, com a estrela Scarlett Johansson no vídeo “Sorry Coke and Pepsi” . Ambas são patrocinadoras do evento e o tom agressivo da propaganda fez com que a FOX, que transmite a partida, decidisse cortar a provocação ao final do vídeo.

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Mais tarde, uma organização de defesa dos direitos humanos, a Oxfam, da qual Scarlett é embaixadora, também reclamou. O motivo: a empresa manteria uma de suas principais fábricas em um assentamento na Cisjordânia.

Com toda essa polêmica, não poderia ser diferente: o vídeo não censurado é a terceira propaganda do Super Bowl com maior audiência no You Tube, totalizando 7,9 milhões de visualizações de página.


Confira os outros nove videos preparados para o Super Bowl que tiveram maior audiência na internet.

A Budweiser emocionou com seu vídeo com animaizinhos fofos e amizade como tema. Sucesso garantido.


A Hyundai simulou uma competição divertida entre homen e mulher no volante.


A quarta campanha mais vista, da Volkswagen, brinca com os engenheiros alemães da montadora. 


Luxo e rendevouz na propaganda do Jaguar.


A Toyota recorreu ao humor com os Muppet Babies.


O desodorante Axe, que geralmente traz campanhas engraçadinhas cheias de piada e bom humor, desta vez se mostrou um pouco mais sério, na luta contra as guerras.


O Chevy ganhou uma propaganda sobre paixão por carros.


A Nestlè mostrou uma terapia de casal entre a manteiga de amendoim e o chocolate.


Doritos trouxe um limpador de dedos nada higiênico e pouco convencional.