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Mineradora MMX afirmou ao iG que pode deixar mudar de endereço até o fim do ano; prédio que abriga empresas do Grupo X foi apedrejado por manifestantes

Fachada da sede do grupo EBX, no Rio de Janeiro
Divulgação/T2G-Technical Glass Group
Fachada da sede do grupo EBX, no Rio de Janeiro

A mineradora MMX, uma das empresas de Eike Batista, confirmou ao iG  nesta terça-feira (1º) que pode desocupar o imponente edifício Francisco Serrador, cartão postal do centro do Rio de Janeiro, onde também estão instaladas as outras empresas do grupo EBX desde 2011. "A mudança é uma possibilidade que está sendo avaliada até o fim do ano", informou sua assessoria.

A empresa negou, contudo, que já iniciou a mudança de endereço, e não confirmou qual seria a nova sede do grupo. Na tarde desta terça-feira, tapumes cobriam parte da fachada e os funcionários tiveram de deixar o prédio apenas pela saída lateral. Isso porque na noite anterior o edifício foi apedrejado por manifestantes.

A sala de Eike Batista fica no 22º andar do Edifício Francisco Serrador. Segundo um dos funcionários, o ex-bilionário não deu expediente em seu escritório nesta terça-feira. Nas últimas semanas, Eike teria optado por ir ao trabalho de carro, não mais de helicóptero. Apesar das informações sobre a possível quebra da OGX, a empresa da área de petróleo do Grupo X, esse mesmo funcionário não acredita que o patrão leve a pior: "É o jeito dele voltar para boca do povo. Ele tem dinheiro suficiente para morrer e voltar milionário de novo".

Antes de ocupar o prédio que foi um hotel de luxo na década de 1940, Eike concentrava as operações de seu império em escritórios mais modestos na praia do Flamengo.

Leia mais: OGX opta por não pagar juros de dívida milionária

Com vista para o Pão de Açúcar e um saguão forrado de pedras de mármore, o edifício de 23 andares foi reinaugurado em 2009 após uma ampla reforma para adaptar o antigo hotel em um centro empresarial de altíssimo padrão no coração da Cinelândia.

A Windsor Offices, empresa proprietária do edifício, colocou as 69 salas comerciais para locação logo após a inauguração do prédio, a R$ 120 por metro quadrado. Cada unidade é distribuída em 300 metros quadrados, equivalendo a um aluguel mensal de R$ 36 mil cada uma, há quatro anos. Se cada sala pode ser alugada por R$ 36 mil, as 69 salas juntas custariam R$ 2.484.000 por mês

Venda de ativos

No último dia 25 de setembro, a MMX anunciou o início dos procedimentos para liquidar seus ativos para a empresa Vetria Mineração, o que ajudou a impulsionar suas ações na Bolsa.

Mas a mineradora fundada em 2005 logo foi contaminada pelos rumores – já confirmados nesta terça-feira – de que a petroleira OGX pode dar um calote no pagamento dos juros de uma dívida bilionária a sua controlada OGX Austria.

A notícia que fez as ações da OGX baterem recordes de baixa também derrubou os papéis das outras empresas de Eike Batista listadas na Bolsa – MMX e LLX. A mineradora encerrou o pregão de ontem com queda de 8,82%, e operava caindo 4,52% na tarde desta terça-feira.