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Experiência com abertura de capital do novo CEO Francisco Valim é vista como agregadora

Jorge Herzog, vice-presidente de Operações da Via Varejo
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Jorge Herzog, vice-presidente de Operações da Via Varejo

O vice-presidente de operações da ViaVarejo, Jorge Herzog, aponta que o início de uma nova gestão da empresa não deve ser seguida, a princípio, por mudanças na estratégia da companhia que une as marcas Casas Bahia e Ponto Frio – do Grupo Pão de Açúcar –, e é controlada pelo grupo francês Casino.

Na sua visão, Francisco Valim, ex-CEO da operadora Oi e novo presidente da ViaVarejo , chega para agregar ao grupo. “Ele tem uma grande experiência com processos de abertura de capital e na gestão de empresas de capital aberto. Não vem para mudar, mas para acelerar o que está sendo feito”.

A empresa se prepara para abrir capital e realizar uma oferta pública de ações (IPO) em breve. “O processo continua, estamos avançando”, diz Herzog. “Acreditamos que se não houver necessidade de finalizar o processo este ano pode ser no início do ano que vem. Estamos nos preparando. No final, veremos se o momento será o mais adequado”.

Expectativas

De acordo com Herzog, o programa do governo federal Minha Casa Melhor , que dá incentivos para o financiamento de eletrodomésticos, contribuiu para o crescimento do grupo. “Mas pode contribuir mais. Existe a necessidade de o mutuário ir até à Caixa. Eles não têm como liberar todo o crédito de uma vez. Há uma burocracia. Mas até o final do ano um volume considerável deve ser liberado”.

No segundo trimestre, a Via Varejo e a categoria de não-alimentos da bandeira Extra registraram aumento de vendas de 9,3%.

É uma nova forma de crédito que, na visão de Herzog, compensa o fim da isenção do Imposto sobre Produtos e Serviços (IPI). “Temos uma venda consolidada em geladeiras e televisores. Mas nos demais produtos incluídos no programa, como máquina de lavar e microondas, ainda há muito a ser explorado”.

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A alta do dólar é um risco para uma inflação do setor, observa. “Já vemos movimentos de fornecedores para repassar a alta nos preços. Mas buscamos frear isso. Se a alta continuar, há este risco”.

O foco do grupo continua sendo a expansão da marca Casas Bahia em cidades de menor porte e em Estados onde o grupo ainda não tem uma grande expansão. “Ainda somos muito incipientes no Nordeste”.