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Investidores buscam assentos nos conselhos de Administração e Fiscal

Brasil Econômico

O acionista William Magalhães, organizador do MinoritáriosOGX, no primeiro encontro do grupo em São Paulo, na churrascaria Fogo de Chão (13/7/13)
Marília Almeida/iG
O acionista William Magalhães, organizador do MinoritáriosOGX, no primeiro encontro do grupo em São Paulo, na churrascaria Fogo de Chão (13/7/13)

O representante de um grupo de 35 acionistas minoritários da OGX pretende formalizar nesta semana ao empresário Eike Batista a intenção de abertura de um Conselho Fiscal na companhia petrolífera. Líder dos investidores que estiveram reunidos no último sábado em São Paulo, Willian Magalhães também coleta as assinaturas para garantir a entrada no esvaziado Conselho de Administração da empresa.

O primeiro passo já foi dado. Com o apoio de um fundo de pensão, esses minoritários garantem a representatividade de 2% do capital da empresa (cerca de 70 milhões de papeis), cumprindo o mínimo para a solicitação de abertura do Conselho Fiscal. Para o Conselho de Administração, a meta dos minoritários é mais ambiciosa — atingir a representação de 10% do capital.

“É momento de união. Por isso, pedimos o apoio dos minoritários que ainda estão fora do processo”, diz Magalhães. O grupo pretende estar de acordo com as exigências e formalizar as reivindicações até a próxima Assembleia Geral Extraordinária(AGE) da companhia, ainda sem data marcada. Coincidentemente, a demanda dos minoritários vai ao encontro da necessidade da empresa em reorganizar o conselho, que hoje conta apenas com quatro membros (abaixo do número mínimo de cinco previsto nas normas do Novo Mercado da Bovespa).

Veja também: "Sonhar em ter tudo de volta é somente o que restou", diz investidor de Eike

“Nada será feito sem que a OGX, Bovespa e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sejam avisadas. Queremos transparência da empresa. Queremos saber se ela tem condições de se recuperar ou se os ativos eram fantasia”, acrescenta ele.

As ações da OGX derreteram em virtude de uma forte crise de confiança dos investidores, já que boa parte da promessa de produção de petróleo não se concretizou. O papel da empresa despencou quase 90% somente neste ano. Iniciou 2013 a R$ 4,70 e, na última sexta, fechou a R$ 0,43.

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