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Novos materiais, formatos e a aplicação de neurobiologia e biologia vascular vão ajudar a criar o novo preservativo

Brasil Econômico

Bill Gates
Paul Morigi/Gettyimages
Bill Gates

A Fundação Bill & Melinda Gates, do empresário Bill Gates, vai financiar com US$ 100 mil aquele que desenvolver a próxima geração de preservativos. A premissa da fundação é que o produto não apresentou nenhum avanço tecnológico significativo nos últimos 50 anos - quando os principais desenvolvimentos foram o uso do látex como matéria-prima e controles de qualidade — e já é a hora de um upgrade, para usar um jargão do setor de origem do empresário.

A iniciativa, segundo a Fundação, visa aumentar o número de usuários e o uso regular dos preservativos. Estão sendo considerados, como parâmetros de pesquisa desde a aplicação de novos materiais, o desenvolvimento de novos formatos e a aplicação de conhecimento de outros campos da ciência, como a neurobiologia e a biologia vascular.

No Brasil, o mercado de preservativos é disputado por quatro marcas. Jontex e Olla (da Hypermarcas), Blowtex (da Ansell) e Prudence (da DKT International). Juntas elas detêm 80% das vendas no varejo. Esse número não inclui os números de preservativos comprados pelo Ministério da Saúde, que é abastecida pela estatal fabricantes de preservativos localizada em Xapuri, no Acre, inaugurada em 2008.

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No mesmo ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a comercialização, no Brasil, do Unique, preservativo fabricado na Colômbia sem látex e hipoalergênico. O lubrificante utilizado no preservativo também é à base de óleos vegetais. “Existem poucos preservativos que tenham trazido uma efetiva inovação como o Unique”, afirma Adilio Barros, sócio da Acme Brasil, que distribui o preservativo no Brasil.

Para Barros, o lançamento do preservativo foi um fato mercadológico importante, pois veio contornar a principal objeção ao uso de preservativos, que é a perda da sensibilidade.