Tamanho do texto

Symantec, Trend Micro e HP ampliam oferta de produtos e serviços com o objetivo

42% das companhias perderam dados de clientes e colaboradores por conta de ataques
Getty Images
42% das companhias perderam dados de clientes e colaboradores por conta de ataques

A adoção de smartphones e tablets nos ambientes corporativos é uma tendência em alta, seja por iniciativa das próprias empresas ou pela pressão de seus funcionários.

Leia também: Gastos com crimes digitais serão 55% maiores neste ano

Em meio a benefícios como ganho de produtividade, no entanto, um componente crítico começa a despontar: o crescimento do interesse dos cibercriminosos pela criação de ataques com foco na mobilidade.

Com a participação de 312 companhias, um estudo recente da Symantec ilustra bem esse cenário. A pesquisa aponta que um terço das empresas da América Latina está adotando projetos relacionados aos dispositivos móveis.

Ao mesmo tempo, o relatório mostra que 42% dessas companhias perderam dados de seus clientes ou colaboradores por conta de ataques vinculados a smartphones e tablets em 2012. Outro estudo conduzido pela Symantec destaca o crescimento de 58% no número de ameaças móveis em 2012.

Diante desse contexto, os fornecedores de tecnologias de segurança digital já estão se movimentando. “Estamos percebendo um aumento gradativo da procura, especialmente pelas pequenas e médias empresas”, afirma Paulo Prado, gerente regional de marketing de produtos da Symantec Brasil.

A estratégia da companhia se concentra em ofertas de pacotes de softwares. Em uma primeira etapa, esses sistemas permitem a separação entre as aplicações pessoais e os aplicativos corporativos no dispositivo do funcionário. A partir dessas definições, é possível estabelecer regras e restrições para as aplicações empresariais, como, por exemplo, proibir que determinados dados sejam copiados e transferidos para alguma fonte externa.

Assim como acontece no plano dos PCs, os ataques direcionados aos dispositivos móveis ainda são baseados em grande parte em técnicas de engenharia social. Nessa prática, os cibercriminosos usam diversos recursos para fazer com que o usuário clique em um link, que por sua vez, o direciona para uma página infectada e instala um código malicioso no aparelho.

Segundo Hernám Armbruster, vice-presidente da japonesa Trend Micro no Brasil, atualmente já é possível executar diversas funções remotamente, a partir do controle de um smartphone ou tablet. Entre esses recursos, a gravação de chamadas telefônicas e de conversas. A principal motivação, diz o executivo, é a espionagem industrial, seguida pelo roubo de dados.

O número atual de ameaças móveis disponíveis já supera a marca de 500 mil códigos maliciosos, segundo dados da Trend Micro. “O que preocupa não é apenas a quantidade, mas sim, a velocidade com que essas ameaças estão evoluindo, inclusive no Brasil”, diz Armbruster.

Nessa direção, o executivo destaca um estudo recente da Trend Micro com vinte grandes empresas brasileiras. A pesquisa descobriu que 32% desses clientes já possuem ao menos um dispositivo sendo controlado remotamente.

Uma das estratégias da Trend Micro é a oferta de um novo sistema de armazenamento e compartilhamento de arquivos, semelhante a serviços como o Google Drive e o DropBox, com uma série de recursos de proteção. “Hoje, 30% de nossa base já usa alguma tecnologia do nosso portfólio para mobilidade. Esperamos superar o índice de 50% até o fim do ano”, afirma Armbruster.

O crescimento dos riscos da mobilidade chamou a atenção da HP, que oferece softwares para análise de grandes volumes de dados em tempo real – o big data – para identificar eventuais comportamentos de risco no tráfego de dispositivos pelas redes empresariais.

“Os principais setores que estão puxando essa demanda são educação, varejo, saúde e hotéis”, observa Antonio Mariano, diretor de pré-vendas da HP Networking no Brasil.